Oferta Relâmpago: Revista Impressa por R$ 9,90/mês e ganhe descontos e cashback.

Gol e Azul sobem forte com renascimento dos aeroportos – nos EUA.

Março registra recorde de passageiros no pós-pandemia nos Estados Unidos, e levanta aéreas no mundo todo. “Mini-privatização” da Copel também agita a B3.     

Por Alexandre Versignassi 15 mar 2021, 18h39 | Atualizado em 16 dez 2024, 16h36
aviao
 (Laís Zanocco/VOCÊ S/A)
Continua após publicidade

Num dia morno, com alta de 0,60% do Ibovespa, a companhia dos aviões laranjas subiu 5,66%. A dos aviões da cor do mar, 4,16%. Mas não por algo que tenha a ver diretamente com a Gol ou a Azul, nem com o Brasil.   

A culpa é da Transportation Security Administration (TSA), a agência governamental americana que cuida da segurança dos aeroportos dos EUA. No final de semana, eles anunciaram que 1,35 milhão de pessoas embarcaram em voos comerciais nos Estados Unidos. Trata-se do maior número desde 15 de março de 2020, há exato um ano atrás, quando registrou-se 1,51 milhão de passageiros.   

Esse número da sexta é o maior de 2021 – maior até que o do domingo de retorno do Ano Novo (1,32 milhão). Dos primeiros 14 dias de março, nove viram um fluxo diário de passageiros acima da marca de um milhão de passageiros. Quando a pandemia estava no início, em abril de 2020, havia apenas 90 mil pessoas por dia nos aeroportos dos EUA.    

O CEO da Delta, terceira maior aérea dos EUA, também ajudou a inflar o humor dos investidores. Em um evento do JP Morgan com líderes da indústria, ele disse que a empresa passou a receber um fluxo maior de passageiros nas últimas semanas. E que deve fechar o mês de março “bem próxima do breakeven” – ou seja, sem lucros, mas também sem prejuízo. Como as perdas foram a grande constante das aéreas nos últimos 12 meses, é uma senhora notícia. E as três maiores aéreas dos EUA fecharam assim: 

American: 7.70%

United: 8,26%

Delta: 2,33%

Continua após a publicidade

Copel

Outro destaque foi a elétrica paranaense. Motivo: na última quinta (11), a Copel anunciou mudanças em seu estatuto. A principal delas é a adequação da empresa ao chamado “nível 2 de governança corporativa” da B3. 

Há cinco níveis. Dois são para pequenas e médias empresas. Para as grandes, que é o que interessa neste caso, temos o Nível 1, o Nível 2 e o Novo Mercado. 

Cada um deles representa a concordância com regras acima da Lei, que em geral visam tornar uma empresa de capital aberto mais transparente para o mercado. Para ganhar o selo “Nível 1”, a empresa precisa ter pelo menos 25% de suas ações circulando livremente pelo mercado (em oposição a ficar com a família controladora, por exemplo). Quanto maior a fatia de ações na bolsa, afinal, maior tende a ser o compromisso da empresa em dar satisfações aos acionistas. Outra obrigação do Nível 1 é a divulgação antecipada do calendário de eventos corporativos, como as datas de divulgação de balanço.   

No Nível 2, o conjunto de obrigações aumenta. Se os controladores da empresa decidirem fechar o capital (ou seja, tirar a companhia da bolsa) devem fazer uma oferta de recompra aos acionistas que ficaram na mão por um valor justo – a ser determinado por uma auditoria externa, e não pela própria companhia. 

O Novo Mercado, por fim, é basicamente o Nível 2 com o adendo de que todas as ações em circulação precisam dar direito a voto nas assembléias de acionistas – devem ser todas “ordinárias” (ON). A maior parte das empresas do Índice Bovespa, o das 74 maiores companhias de capital aberto da B3, está nesse patamar.

Continua após a publicidade

Não será o caso da Copel, que ainda terá em circulação ações PN, que não dão direito a voto. Mas… Tem um pulo do gato. A Copel tem menos de 25% de suas ações circulando livremente (em “free float”, como diz o jargão). Para chegar no número mágico, o maior acionista terá de vender uma parte de sua participação. E este grande acionista é o governo do Paraná, que detém 58% das ações com direito a voto.

Ou seja: a migração para o Nível 2 será uma “mini-privatização” da companhia. E taí uma palavra que o mercado gosta. Resultado: a alta nada morna daqui de baixo. 

Até amanhã.

MAIORES ALTAS

Copel: 7,30% 

Continua após a publicidade

Gol: 5,66%

Azul: 4,16%

Totvs: 3,83%

Via Varejo: 3,73%

MAIORES BAIXAS

Continua após a publicidade

CSN: – 4,76%

Magalu: – 3,46%

PetroRio: – 2,90%

B3: – 2,78%

IRB: – 2,58%

Continua após a publicidade

Ibovespa: 0,60%, a 114.851 pontos

Em NY: 

S&P 500: 0,64%, a 3.968 pontos

Nasdaq: 0,64%, a 13.459 pontos

Dow Jones: 0,53%, a 32.952 pontos

Dólar: 1,44%, a R$ 5,63

Petróleo

Brent: – 0,49%, a US$ 68,88

WTI: – 0,34%, a US$ 65,39  

  

   

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital