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EUA dizem “já vai tarde” para janeiro

Ibovespa, que sobe mais de 6% no mês, pode ser abatido pelo tombo do minério de ferro em Singapura

Por Tássia Kastner, Guilherme Jacques 31 jan 2022, 08h19

 

Janeiro termina hoje como um dos piores começos de ano para os americanos, e nem o último pregão do mês deve trazer sossego. Os contratos futuros operam sem direção definida nesta manhã – apenas o índice Nasdaq sustentava um viés de alta.

Janeiro precisaria ter bem mais que 31 dias para recuperar o estrago deixado para trás. O índice das 500 maiores empresas acumula perdas de 7%, enquanto o Nasdaq recua 11%. o que resta é tentar se preparar para um fevereiro melhor.

O motivo para o tombo nas bolsas é a expectativa de uma alta agressiva nas taxas de juros dos EUA, em ciclo de altas que começará em março, exatamente dois anos após a Selic deles ter caído para perto de zero.

E se hoje o dia é de calcular estragos, o mesmo não se pode dizer do resto da semana, que tem agenda cheia. Lá nos EUA, sai o relatório de desemprego – o segundo mais importante dado econômico para o Fed, depois da inflação, claro. O país vive perto do pleno emprego, com desocupação na faixa de 3%. 

Nesta semana saem ainda os balanços das techs Amazon, Meta (ex-Facebook) e Google divulgam seus resultados. A Apple, maior empresa, anunciou na semana passada resultados acima das expectativas do mercado.

Para o Brasil, os sinais de hoje não são turvos. O minério de ferro tombou mais de 6% em Singapura e deve pressionar ações da Vale e das outras mineradoras brasileiras. Nesta semana a China celebra o Ano Novo Lunar e os mercados não abrem. O que pode servir como justificativa para o mercado ignorar os preços da commodity em queda.

Por outro lado, o petróleo continua firme em sua trajetória de alta e o barril do tipo brent é negociado acima de US$ 90. Isso pode dar fôlego à Petrobras e compensar um pouco do efeito sobre o Ibovespa.

A semana aqui será marcada pelo começo da temporada de balanços das empresas nacionais e também pelo novo aumento da taxa Selic. O BC pré contratou uma alta de 1,50 ponto percentual, o que elevará nosso juro a 10,75% ao ano. A última vez que a Selic esteve em dois dígitos foi em 2017.

De resto, investidores não têm do que reclamar em janeiro. A bolsa brasileira atraiu toneladas de dinheiro gringo e vai terminando o mês com alta de 6%. Agora é dobrar a meta em fevereiro. Boa semana.

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humorômetro: o dia começou sem tendência definida

Futuros S&P 500: -0,10%

Futuros Nasdaq: 0,41%

Futuros Dow: -0,33%

*às 7h59

Europa

Índice europeu (EuroStoxx 50): 0,59%

Bolsa de Londres (FTSE 100): -0,09%

Bolsa de Frankfurt (Dax): 0,70%

Bolsa de Paris (CAC): 0,25%

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*às 7h51

Fechamento na Ásia

Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): feriado

Bolsa de Tóquio (Nikkei): 1,07%

Hong Kong (Hang Seng): feriado

Commodities

Brent: 1,36%, a US$ 91,25*

Minério de ferro: feriado na China

*às 7h46

Agenda

9h30 – Ministério do Trabalho divulga os dados de dezembro do Caged. A expectativa é pelo preenchimento de 171 mil vagas.

market facts

Não vai ser dessa vez

A Marfrig, que tomou a BRF de assalto comprando ações da companhia na bolsa, decidiu que está satisfeita com a participação de 31,6% que detém na dona das marcas Sadia e Perdigão. Nesta semana, a BRF fará uma nova oferta de ações (follow-on) com o plano de colocar em caixa mais R$ 8 bilhões, e especulava-se que a Marfrig poderia usar o aumento de capital para tomar o controle da companhia. A BRF é uma empresa de capital pulverizado, sem um dono. Fora do follow-on, o estatuto da BRF proíbe que um único acionista tenha mais do que 33,3% de suas ações – quem ultrapassa essa linha é obrigado a propor a compra da parte dos demais sócios com acréscimo de um prêmio sobre a cotação dos papéis.

O follow-on deve sair amanhã. Na semana passada, Petrobras e Novonor (ex-Odebrecht) tentaram fazer uma operação semelhante para vender ações da Braskem. A oferta flopou porque investidores queriam um desconto para comprar os papéis.

Aporte de milhões

A startup de RH Gupy anunciou ter recebido um aporte de R$ 500 milhões, liderado por SoftBank e Riverwood. É o maior investimento já realizado em uma startup do segmento na América Latina. O dinheiro será usado na expansão da empresa, que digitaliza serviços de recrutamento, admissão e treinamento para mais de 1,5 mil clientes  – entre eles, Renner e Ambev. Em maio de 2020, a Gupy já tinha recebido outro aporte significativo: R$ 40 mi, através da Oria Capital. Na ocasião, adquiriu a startup de educação corporativa Niduu.

Vale a pena ler:

Adeus, Young

Primeiro, foi Neil Young. Depois, Joni Mitchell. E, então, uma enxurrada de outros artistas e assinantes se voltaram contra o Spotify. Eles acusam a plataforma de ser conivente com o podcaster Joe Rogan após ele gravar entrevistas em que questionam o efeito das vacinas contra a Covid-19. Por enquanto, a resposta da empresa é tímida, com a divulgação de sua política de conteúdo e de informações oficiais sobre o coronavírus. E há um motivo para a hesitação: Rogan tem o programa mais popular do tocador de áudio. Acontece que o Spotify descobriu que este tipo de conteúdo tem mais potencial financeiro do que as músicas. Leia na Bloomberg.

Em alto e bom som

“Danem-se os gerentes, dane-se a empresa!”, disse uma funcionária do Walmart nos EUA ao se demitir. O conteúdo, gravado dentro da companhia, foi postado no TikTok em outubro de 2020. Desde então, os vídeos com a #QuitMyJob acumulam mais de 200 milhões de visualizações na plataforma e viraram febre entre os americanos. Leia a reportagem na Folha de São Paulo.

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