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Descubra quais são as ações mais baratas do Ibovespa

Com o mercado em bear market, não faltam ações de empresas sólidas a preço de Black Friday. Veja quais são.

Por Tássia Kastner Atualizado em 7 jul 2022, 05h47 - Publicado em 8 jul 2022, 05h36

A bolsa brasileira caiu quase 4% de janeiro a junho deste ano. Oficialmente,  está em bear market – a marca de queda de 20% abaixo do pico recente, que foi de 130 mil pontos há cerca de um ano. Quando uma baixa dessa magnitude acontece, algumas ações ficam estupidamente baratas. Como saber quem são elas?

Olhemos para o P/L, o indicador que divide o valor de mercado das companhias pelo lucro que elas registraram nos últimos 12 meses. O indicador Preço/Lucro diz, em tese, quantos anos o investimento leva para se pagar se a empresa continuar gerando o mesmo ganho. O P/L médio do Ibovespa está em 5, menos da metade do valor histórico, que é de 13. Por isso que analistas de ações dizem que a bolsa não está barata. Está basicamente de graça.

As ações de algumas companhias descolaram tanto dos lucros que o P/L está ainda mais baixo que o do Ibovespa. Segundo dados da Economatica, são 22 companhias nessa situação. Os casos mais simbólicos são justamente os das duas maiores empresas da nossa bolsa: Vale (P/L de 3,3) e Petrobras (2,3 na PETR4). Ambas bateram recordes de lucros nos últimos trimestres, mas os papéis não acompanharam. Pelo contrário. Em 12 meses, as ações da Vale acumulam baixa de 30%. As da Petrobras caem menos, 4%.

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Existem algumas explicações. Uma delas é a de que investidores talvez não acreditem que os bons resultados vão mesmo se repetir no futuro. O P/L é uma espécie de espelho retrovisor, não um farol. No caso das empresas de commodities, pode fazer sentido, dado que a alta de juros global para combater a inflação tende a cortar a demanda por investimentos, reduzindo principalmente as compras de minério de ferro e aço. Não à toa, entre os cinco menores P/Ls da bolsa, três são ligados a mineração e siderurgia.

A Petrobras, por outro lado, ainda deve aproveitar as altas dos preços do petróleo enquanto ela durar, mas está sob escrutínio do mercado após a chegada de seu quarto presidente sob o governo Bolsonaro. É um problema de governança – uma das explicações para o baixo valor da Braskem também. O problema ali é a participação da Novonor (ex-Odebrecht) – há tempos ensaia-se a saída dela, mas até agora nada. Por essas, ela está com P/L esquálido, de 2.

Por fim, há a Marfrig (2,1). O frigorífico também vem batendo recordes de lucro, mas analistas esperam que um aumento de custos no preço de sua matéria-prima (boi gordo) reduza a rentabilidade daqui para frente – a companhia beneficiou-se de uma queda violenta no preço do gado nos EUA, um fator que não promete ser recorrente.

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Só tem um detalhe. P/Ls de 1 ou de 2 só fariam sentido se o mercado achasse que essas empresas estão em vias de quebrar. E não é o caso, nem de longe. Se o negócio é sólido, esses preços são de fato uma pechincha. Trata-se do milagre do bear market. 

Empresas com menor P/L no Ibovespa:

– Usiminas (1,2)

– Bradespar (1,4)

– Braskem (2)

– Gerdau (2,1)

– Marfrig (2,1)

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