Clique e Assine a partir de R$ 9,90/mês

Bolsas acordam em alta na super quarta. Bitcoin perde mais 8% em 24 horas

Mercado ensaia ajuste para cima em dia de subida dos juros no Brasil e nos EUA. Cripto ameaça perder o patamar dos US$ 20 mil.

Por Alexandre Versignassi e Camila Barros Atualizado em 15 jun 2022, 08h30 - Publicado em 15 jun 2022, 08h14

Reunião do comitê de política monetária é a Copa do Mundo no mercado financeiro: todo mundo faz bolão. A diferença é que o bolão aí tem reflexo no mundo real: ele dita a cotação das bolsas.

Quando espera-se que da reunião saia uma alta nos juros, as bolsas caem. No caso dos juros dos EUA, é como se o Neymar da economia deles tivesse quebrado uma perna na semana passada. A inflação de maio veio bem maior que a esperada – 1% (substancialmente maior que a nossa, inclusive, de 0,47%).    

Isso mudou os bolões do mercado. Até lá, esperava-se que o Fomc (o comitê de política monetária do Fed) subisse os juros em 0,50 ponto percentual, para 1,50%. Dali em diante, ficou claro para a maior parte dos analistas que o Fed não ficaria quieto diante de uma alta de 1% nos preços. A expectativa para o aumento dos juros na reunião de hoje, então, saltou para 0,75 pp – se for, será o maior acréscimo desde 1994.

Essa virada de chave aprofundou a queda nas bolsas, já que juros em alta são o maior inimigo da renda variável. 

Por aqui, o consenso segue apontando para um aumento de 0,50 pp na Selic, pois a inflação de maio veio menor que a esperada. Não faria sentido, então, o Banco Central pesar na mão. 

Hoje vamos saber o resultado dos jogos (ou seja, das reuniões) dos dois BCs. É “super quarta” – uma das quartas-feiras nas quais as reuniões dos comitês de política monetária dos EUA e do Brasil acontecem na mesma data (isso só vai acontecer mais uma vez neste ano, em setembro). 

E o mercado, pelo jeito, está entendendo que uma alta de 0,75 pp por lá está devidamente precificada (ou seja, que as bolsas já caíram o que deveriam cair), e o mercado amanheceu otimista, com os futuros dos EUA em alta.

Já o Bitcoin segue seu calvário. Por volta das 6h30 operava a US$ 20.180 – menor cotação desde dezembro de 2020. US$ 20 mil é o “patamar mágico” da cripto: o mercado dela passou a crescer exponencialmente quando esse valor foi ultrapassado, há um ano e meio (em novembro de 2021, chegaria a US$ 67 mil). Caso aconteça o inverso, com o Bitcoin caindo abaixo de US$ 20 mil, espera-se uma contração da mesma magnitude no mercado cripto. 

No início da manhã, o Bitcoin recuperou um pouco do terreno – estava a US$ 20.639 às 7h55. Mesmo assim, a perda nas últimas 24 horas era de grossos 8%. Nos últimos sete dias, -32%.

Bons negócios.   

Compartilhe essa matéria via:

humorômetro: o dia começou com tendência de alta

Futuros S&P 500: 0,46%

Futuros Nasdaq: 0,61%

Futuros Dow 0,32%

*às 7h58

Europa

Índice europeu (EuroStoxx 50): 1,05%

Bolsa de Londres (FTSE 100): 1,37%

Bolsa de Frankfurt (Dax): 1,09%

Bolsa de Paris (CAC): 0,91%

Continua após a publicidade

*às 7h59

Fechamento na Ásia

Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): 1,32%

Bolsa de Tóquio (Nikkei): -1,20%

Hong Kong (Hang Seng): 1,14%

Commodities

Brent: -1,31%, a US$ 119,86   

Minério de ferro: -2,45%, a US$ 129,50 por tonelada, em Singapura.

Agenda

10h Índice de produção industrial, da CNI.

11h30 Estoques de petróleo nos EUA.

15h Decisão do Fed sobre a taxa de juros nos EUA.

Após as 18h30 Decisão do BC sobre a taxa de juros no Brasil.

market facts

Selic a 16%?? 

A Itaú Asset já acredita que a inflação só ficará dentro da meta do ano que vem caso a Selic suba para 16%. Thomaz Wu, o economista chefe da gestora, disse ao Valor que uma Selic em 13,75% (que o mercado entendia como “teto” até outro dia) não é mais suficiente para conter o avanço dos preços. 

Tudo por conta das medidas propostas pelo governo para baixar o preço dos combustíveis. Segundo Thomas Wu, só o subsídio ao que os Estados vão deixar de arrecadar com a instituição do no ICMS pode significar um rombo de R$ 85 bilhões por ano para as contas do governo federal, o que aumentaria a instabilidade fiscal do país. 

Caso a previsão se concretize, seria a primeira desde 2006 que a taxa básica de  juros alcançaria a casa dos 16%.

Vale a pena ler:

Máquinas de perder dinheiro

Serviços tão baratos que não cobrem o custo de oferecê-los. Esse tem sido o modelo de negócio de boa parte dos aplicativos de serviço “sob demanda”, como a Uber. Mas investidores começam a achar que talvez não seja uma ideia tão boa investir nessas máquinas de perder dinheiro. O problema é que, para se tornarem mais lucrativas, essas empresas têm duas opções: reduzir o pagamento dos funcionários ou cobrar mais dos clientes. E nenhuma delas parece factível. Leia mais nesta reportagem do Financial Times.

Congelamento de óvulos

A biologia não faz acordo trabalhista nem plano de carreira. Quando uma mulher cruza a barreira dos 35 anos, é como se entrasse na última volta do GP da maternidade. Ou vai ou racha. E o fato é que boa parte das mulheres que pretendem focar na carreira buscam cada vez mais adiar a chegada do primeiro filho. Tanto que o mercado global congelamento de óvulos movimentou US$ 15,74 bilhões em 2021. E a expectativa é de crescimento de 37,8% até 2025, para US$ 21,7 bilhões. Esta reportagem da Você S/A analisa o fenômeno.

Continua após a publicidade

Publicidade

Essa é uma matéria exclusiva para assinantes. Se já é assinante, entre aqui. Assine para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Essa é uma matéria fechada para assinantes e não identificamos permissão de acesso na sua conta. Para tentar entrar com outro usuário, clique aqui ou adquira uma assinatura na oferta abaixo

Tempo é dinheiro. Informação, também. Assine VC S/A e continue lendo.

Impressa + Digital

Plano completo de VC S/A. Acesso aos conteúdos exclusivos em todos formatos: revista impressa, site com notícias e revista no app.

Análises completas sobre o mercado financeiro.

Cobertura diária do fechamento do mercado.

Receba mensalmente a VC S/A impressa mais acesso imediato às edições digitais no App VC S/A, para celular e tablet.


a partir de R$ 12,90/mês

MELHOR
OFERTA

Digital

Plano ilimitado para você que gosta de acompanhar diariamente os conteúdos exclusivos no site e ter acesso a edição digital no app.

Análises completas sobre o mercado financeiro e cobertura diária do fechamento do mercado.

a partir de R$ 9,90/mês

ou

30% de desconto

1 ano por R$ 82,80
(cada mês sai por R$ 6,90)