🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Alphabet (Google) divulga alta de 90% no lucro anual e traz lufada de esperança para as bolsas americanas

Por aqui, bolsa cai com resultados do Santander vindo aquém das expectativas – e indicando uma alta na inadimplência.

Por Juliana Américo, Alexandre Versignassi 2 fev 2022, 18h44
-
 (Caroline Aranha/VOCÊ S/A)
Continua após publicidade

As ações da Alphabet (controladora do Google) tiveram um começo de ano ruim: desvalorização de 6,6% em janeiro, na esteira da baixa nas bolsas americanas. O preço de uma ação é fruto de opinião. Os fatos são os lucros que a empresa dá. E hoje a Alphabet divulgou um fato mais do que relevante: a empresa praticamente dobrou seu lucro anual.

Foram US$ 76,03 bilhões em 2021 – 90% acima do resultado de 2020, quando a empresa tinha registrado US$ 40 bilhões – lembre-se: ela não teve problemas com a pandemia: esses US$ 40 bi já representavam 17% a mais do que o lucro de 2019. 

No quarto trimestre de 2021, foram US$ 20,64 bilhões – alta de 35,5% em relação ao mesmo período de 2020.

Continua após a publicidade

Os números assombrosamente bons (vindos em grande parte de ganhos mais elevados com publicidade no buscador e nos serviços de nuvem) foram responsáveis por catapultar o preço das ações em 7,52% – número que se torna ainda mais relevante pelo fato de estarmos falando de uma empresa cujo valor de mercado roça nos US$ 2 trilhões. 

A Alphabet aproveitou o ensejo para avisar que pretende deixar suas ações mais acessíveis a investidores de bolso pouco fundo – o que também ajudou na valorização de hoje. 

Continua após a publicidade

 

Ela pretende fazer um desdobramento dde 20 por um. Cada ação da companhia custa perto de US$ 3 mil neste momento. Com a proposta de dividir em 20 vezes, elas passarão a valer US$ 138. 

Continua após a publicidade

E quem já tem ações da Alphabet? Não acontece nada demais, claro. Um desdobramento é só um desdobramento. Quem tinha uma ação, de US$ 3.000, vai acordar com 20 ações de US$ 138. Não muda nada. 

A alta do Google impulsionou todo o setor de tecnologia, e garantiu ao Nasdaq seu quarto dia consecutivo de alta. O índice subiu 0,50%, a 14.417 pontos. O S&P 500 também fechou no positivo: 0,94%, a 4.589 pontos.

Continua após a publicidade

Nem mesmo a redução no número de empregos nos EUA afetou o bom-humor do mercado. 

Hoje, foi divulgado o relatório da ADP (empresa que administra as folhas de pagamentos de boa parte das companhias americanas) e o resultado foi bem negativo: o mercado americano fechou 301 mil vagas no setor privado em dezembro. O consenso das previsões apontava para o lado oposto: 200 novos mil postos. 

Continua após a publicidade

Sim: o avanço da Ômicron jogou água no chopp dos otimistas – só ontem foram registradas 3.582 mortes por Covid nos EUA, um número no patamar dos piores tempos da pandemia. 

Agora, a atenção sobre o tema mercado de trabalho fica para sexta-feira, quando será divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA o payroll, um relatório que inclui as vagas do setor público. O ADP é considerado um termômetro para os dados do payroll.

Bolsa brasileira

Por aqui, o Ibovespa descolou de Wall Street e caiu 1,18%, a 111.894 pontos. O que pesou foi o balanço do Santander, que veio abaixo das expectativas do mercado – isso acabou contaminando os papéis dos bancos e pressionando o Ibovespa para o negativo.

O Santander registrou lucro de R$ 3,880 bilhões entre outubro e dezembro de 2021 – um resultado bem abaixo das projeções, que indicavam lucro de R$ 4,309 bilhões. O lucro é 2% menor do que o apurado no mesmo período de 2020 e 10,6% inferior ao 3ºTri de 2021. 

No relatório, o Santander identificou um crescimento do índice de inadimplência. Esse é um fator preocupante, que pode indicar uma perda de força na economia como um todo. As ações da companhia caíram 2,81%, seguidas de perto por outros bancos: Bradesco (-1,92%), Banco do Brasil (-1,81%) e Itaú (-1,29%). 

BRF

Outro destaque entre as quedas do dia foi a BRF. Os papéis da empresa de alimentos afundaram 7,91% após a companhia aceitar descontar 7,5% sobre o preço de fechamento de ontem (R$ 21,63 por ação) para captar R$ 5,4 bilhões em oferta pública.

O plano de aumento de capital foi divulgado em dezembro e a expectativa era de que a rival Marfrig aumentasse a sua participação na BRF. Até pairaram rumores de uma possível fusão. Mas a Marfrig optou por manter a sua fatia, de 31,66%. 

A dona da Sadia e Perdigão pretende usar os recursos para reduzir seu endividamento, que gira em torno dos R$ 16 bilhões.

SelicDepois do pregão, o Banco Central confirmou a bola que estava cantada desde a última reunião do Copom, em dezembro: a taxa básica de juros volta para os dois dígitos. No convescote de hoje, o Comitê de Política Monetária decidiu aumentar a Selic em 1,50 ponto porcentual. Com isso, a taxa passa a 10,75%. 

Essa é a primeira vez, desde julho de 2017, que o país não via uma taxa de juros nesse patamar. A Selic entrou em um processo de queda em setembro de 2016 e se manteve assim até agosto de 2020, quando chegou ao seu menor patamar, de 2% ao ano.  

O Banco Central voltou a aumentar a taxa em março do ano passado, com o objetivo de controlar a inflação – a alta nos preços foi de fechou 2021 com um aumento de 10,06% (extrapolando de longe a meta, de 3,75%). 

Maiores altas

Positivo (POSI3): 3,14%

Cielo (CIEL3): 2,17%

Qualicorp (QUAL3): 1,66%

Rede D’Or (RDOR3): 1,28%

Bradespar (BRAP4): 1,19%

Maiores baixas

Banco Inter (BIDI11): -9,54%

IRB Brasil (IRBR3): -9,04%

BRF (BRFS3): -7,77%

Banco Pan (BPAN4): -7,34%

Magalu (MGLU3): -7,13%

Ibovespa: -1,18%, a 111.894 pontos

Em NY:

S&P 500: 0,94%, a 4.589 pontos

Nasdaq: 0,50%, a 14.417 pontos

Dow Jones: 0,63%, a 35.629 pontos

Dólar: 0,07%, a R$ 5,2763

Petróleo

Brent: 0,35%, a US$ 89,47

WTI: 0,07%, a US$ 88,26

Minério de ferro: feriado na China

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital