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Abertura de mercado: reforma do IR fica para a semana que vem

E isso pode ser uma boa notícia, já que as negociações com o Congresso trouxeram novas ameaças às contas públicas. Mas não espere um dia 100% positivo: os índices futuros americanos estão azedos (de novo).

Por Tássia Kastner, Juliana Américo Atualizado em 18 ago 2021, 17h00 - Publicado em 18 ago 2021, 08h00

Bom dia!

A reforma do IR ficou para a semana que vem, o terceiro adiamento da votação na Câmara. E isso provavelmente é uma boa notícia. Enquanto buscava votos para a aprovação do texto, o Congresso chegou a ceder aumentos nos Fundo de Participação dos Municípios (FPM), um mecanismo de transferência de recursos do governo federal. Na conta de Felipe Salto, o aumento representaria transferência adicional de R$ 1 bilhão, somando R$ 8,5 bilhões. Ele é o diretor-executivo responsável pela implantação do Instituto Fiscal Independente, ligado ao Senado. O IFI funciona como um supervisor das contas públicas. E não pararia por aí, claro. Estados negociavam um aumento no FPE, uma conta que poderia custar R$ 30 bilhões.

A Faria Lima tende a ficar feliz com a notícia, já que o texto era coalhado de problemas. Mesmo a parte necessária, a cobrança de imposto sobre dividendos, tinha problemas. Só resta saber se investidores serão capazes de ignorar a nova ameaça às contas públicas, que durou até os 45 do segundo tempo. Não à toa, os juros futuros não param de subir. Eles indicam um aumento no risco das contas públicas – e, nesse cenário, se o governo quiser dinheiro emprestado, precisará pagar mais caro por isso.

Além dos problemas domésticos, investidores estarão a postos para a ata do Fed, às 15h. É quando saberão em detalhes o que o Banco Central americano pensa da recuperação econômica do país e os planos para reduzir a impressão de dinheiro que alimenta as bolsas não só dos EUA, mas de todo o planeta.

Depois de dois dias bastante negativos, boa sorte pra gente.

 

Humorômetro: o dia começou com tendência de baixa

O dia começou com tendência de…. BAIXA

Futuros S&P 500: -0,06%

Futuros Dow Jones: -0,25%

Futuros Nasdaq: +0,13%

*às 8h

Fechamento na Ásia

Índice chinês CSI 300 (Xangai e Shenzhen): +1,17%

Bolsa de Tóquio (Nikkei): +0,59%

Hong Kong (Hang Seng): +0,47%

Europa

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Índice europeu (EuroStoxx 50):  -0,28%

Bolsa de Londres (FTSE 100): -0,34%

Bolsa de Frankfurt (Dax):  -0,19%

Bolsa de Paris (CAC): -0,37%

*às 7h20

Commodities

Petróleo (brent): alta de 0,77%, a US$ 69,56

Minério de ferro (futuros): queda de 2,18%, a US$ 161,35

*às 7h25

Agenda

14h: Secretário do Tesouro, Bruno Funchal, participa de audiência na Comissão Mista de Orçamento

14h30:  Fluxo cambial semanal, que mostra a entrada e saída de dólares do país. No ano, o saldo está positivo em US$ 17 bilhões.

15h: Ata do Fed

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  • 9,99%. Isso é o quanto ontem pagava o título público tesouro prefixado com vencimento em 2026. E pode ser pouco, já que a inflação nos últimos 12 meses já está em 8,99% e o Banco Central ainda deve subir bem os juros para conter a alta de preços. Mais seguro, não custa lembrar, é dar uma espiada no Tesouro IPCA+.
  • A vida da Cielo (CIEL3) continua complexa. As ações caíram 5% ontem e são negociadas a R$ 2,85. Segundo a coluna Pipeline, do Valor, os principais acionistas da empresa, Bradesco e Banco do Brasil, voltaram a debater o fechamento de capital.

Vale a pena ler:

> O New York Times conta a história de uma casa de análise especializada em procurar fraudes em empresas de capital aberto. E eles apostam na queda das ações das empresas analisadas. Leia aqui (em inglês).

> A nova onda de Covid na China voltou a fechar portos do país. E pode afetar o abastecimento global até 2022. Leia aqui.

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