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Roberto Shinyashiki indica como combater a estagnação

Em seu novo livro, o palestrante e mentor empresarial mostra quais são as atitudes que profissionais devem tomar para conseguir alcançar seus objetivos

Por Elisa Tozzi Atualizado em 23 dez 2019, 14h41 - Publicado em 18 dez 2017, 16h00

Por que as pessoas insistem nos erros, ficam girando em círculos e não conseguem atingir suas metas? Foram essas perguntas que levaram Roberto Shinyashiki a escrever seu último livro, Pare de Dar Murro em Ponta de Faca (Gente, 29,90 reais).

Na obra, ele usa sua história pessoal e décadas de experiência como psiquiatra, consultor, mentor e palestrante para criar um passo a passo que ajudar os leitores a encontrar a verdadeira vocação.

O que o motivou a escrever um livro sobre estagnação?

Teve muito a ver com o que eu enxergo dos profissionais e empresários brasileiros: eles parecem gladiadores. Quanto mais praticam, quanto mais se aproximam do objetivo, mais chances eles têm de se machucar e morrer.

O que notei, durante minhas mentorias e palestras, é que as pessoas costumam insistir nos erros e acabam drenando a energia – ficam só dando murro em ponta de faca.

Quais são as atitudes que um profissional que se sente paralisado deve tomar?

A primeira é estar consciente de que você está nessa situação e que é preciso fazer uma mudança radical para sair dela. É necessário ver o que está fazendo de errado e mudar. Se um dentista, por exemplo, fica trabalhando no automático, dando os mesmos descontos para os clientes e vê o consultório cada vez mais vazio, ele precisa tomar outra atitude para melhorar o negócio.

Esse é o ponto chave da história. A segunda atitude é entender o que você realmente quer fazer da vida – e se tem mesmo competência ou talento para aquilo. Antes de eu entrar na psiquiatria, trabalhava como cirurgião. Dava plantões o tempo todo, mas minha carreira não decolava porque eu não tinha talento para aquilo. Quando fui para a psicoterapia, foi como se eu tivesse aberto uma janela. O sol entrou.

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Não saber o que quer é um grande problema hoje?

A maior parte das pessoas trabalham em posições que não é o foco delas. Esse pessoal não se dá conta de que está sofrendo e de que a zona de conforto não é mais confortável. Por isso, é importante chegar ao terceiro ponto para parar de dar murro em ponta de faca: redesenhar a vida.

Quase 70% das pessoas vão mudar de carreira durante suas vidas e, para isso, precisam fazer um redesenho total. Quando eu era cirurgião, tinha toda uma rede para atuar com isso. Quando me tornei terapeuta, repensei minha carreira totalmente. Mas esse era o meu talento e foi por conta dessa mudança que, depois, pude me tornar escritor, mentor e palestrante.

Você esteve recentemente no Vale do Silício, nos Estados Unidos. Existe muita gente indo para lá apenas com o sonho de se tornar milionário, mas sem um propósito e uma conexão com os próprios talentos?

Lá é um centro de inovação, mas é preciso lembrar que, para cada empresa de sucesso, existem milhares de empreendedores que só querem o dinheiro. É uma ilusão. Para ser bem-sucedido, você precisa ter solidez e clareza sobre o projeto e ter uma atitude digital.

Hoje, um profissional tem que saber que está sempre atuando em beta, se aprimorando, colaborando e evoluindo. Quando alguém acha que encontrou a fórmula do sucesso, encontrou a do fracasso, pois parou de construir.

Essa atitude mais colaborativa é importante para a carreira hoje?

É muito importante a gente estar sempre convivendo com as pessoas e escutar os outros. Inclusive, o chefe. O tempo todo me perguntam sobre o que fazer para não ser demitido. O que eu mais falo é: você tem que ajudar seu chefe a realizar a meta dele e se tornar imprescindível para o sucesso do líder.

Quando as pessoas não conectam suas metas com as do gestor, não ajudam nem o chefe, nem a empresa. Aí, quando tem que demitir alguém, será aquela pessoa que está desconectada com o resultado final. Profissionais que serão valorizados e estimulados são aqueles que conhecem a estratégia da empresa e que ajudam os companheiros e atingir as metas gerais.

 

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