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Na onda de livrarias menores, estas empreendedoras investiram na Mandarina

A meta inicial era vender dez livros por dia, mas o sucesso foi tanto que já são 30 vendas diárias. O foco agora é no e-commerce e em cursos e eventos

Por Juliana Américo 29 mar 2020, 10h00

No final de 2018, o mercado livreiro no Brasil sofreu um baque após dois gigantes do setor, Saraiva e Livraria Cultura, entrarem em recuperação judicial. Responsáveis pela venda de 40% dos livros no país, o calote das duas empresas a editoras e outros fornecedores chegava a quase 1 bilhão de reais.

Apesar de difícil, a crise apontava um caminho: livrarias menores ocupando o lugar das megalojas. Percebendo a tendência, as amigas Daniela Amendola, de 52 anos, e Roberta Paixão, de 49, resolveram abrir em agosto do ano passado a Mandarina, livraria de rua especializada em obras na área de humanidades, como filosofia, história, política e sociologia.

  • Daniela, que é publicitária, inspirou-se em seu avô, João Amendola, o primeiro livreiro da cidade de Campinas (SP). Já Roberta, que é jornalista, sempre teve paixão pela literatura. As duas se conheceram durante um evento sobre o tema, e a relação se intensificou durante o curso de formação para escritores do Instituto Vera Cruz. “Comentei que meu sonho era abrir uma livraria, aí a Roberta falou: ‘Eu topo’ ”, lembra Daniela.

    Em três meses, elas inauguraram o espaço em um sobrado de 100 metros quadrados no bairro de Pinheiros, em São Paulo. “Muitos disseram que éramos loucas. Mas enxergamos uma oportunidade de negócio”, diz Roberta.

    A meta inicial da Mandarina era vender, em média, dez livros por dia, mas o sucesso foi tanto que já são 30 vendas diárias. As sócias agora se preparam para abrir um e-commerce e criar uma agenda de cursos e eventos.

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