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Esta jovem criou, pelo Twitter, ação de doação de livros para negros

Para combater a desigualdade social e o racismo, Winnie Bueno criou um projeto que une doadores de livros a estudantes e leitores negros

Por Marina Verenicz, da VOCÊ S/A Atualizado em 28 dez 2020, 15h15 - Publicado em 26 fev 2020, 10h00

Em novembro de 2018, Winnie Bueno, de 31 anos, fez uma provocação em seu perfil no Twitter. Ela queria saber o que as pessoas brancas poderiam fazer em prol do ativismo negro. Uma das sugestões foi a doação de livros. Isso fez com que Winnie tivesse a ideia de unir doadores a leitores — uma espécie de Tinder de bibliófilos batizado de Winnieteca.

Doutoranda em sociologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a gaúcha sempre gostou de literatura, mas tinha dificuldade em arcar com o custo dos exemplares — assim como muitos outros negros do país. “Os livros são instrumentos importantes de transformação. A partir da leitura pode-se diminuir a distância entre brancos e negros, trabalhando a empatia”, diz Winnie.

A ideia chamou a atenção do Twitter, que começou a apoiá-la por meio do projeto Campaign for Change, que trabalha para aumentar a equidade social. Assim, Winnie pôde usar a rede social para colocar sua ideia em prática.

Além disso, o Twitter está desenvolvendo uma ferramenta de chatbot para ajudar na interação dos usuários. “Eu fazia tudo de forma manual e já não estava dando conta da demanda.” Mesmo assim, até 2019, mais de 3 000 livros foram doados.

Em 2020, o objetivo é chegar ainda mais longe. “Minha meta é doar 1 milhão de livros.” Entre os títulos mais pedidos estão os da ativista e filósofa Angela Davis e os da romancista nigeriano-americana Tomi Adeyemi, além de obras técnicas e acadêmicas.

Agradecimento à Livraria Cultura de Porto Alegre.

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