Quantas pessoas ainda usam cheque no Brasil?
Em 2024, foram 137,6 milhões de cheques. O uso desse método de pagamento está em queda, e você já deve imaginar o porquê.

Os cheques estão em desuso. Desde 1995, o uso de cheques no Brasil despencou 95,8%. Essa queda começou em 2001, se mantendo a cada ano que passa – já é o 24° ano seguido em que o uso de cheques diminuiu se comparado ao ano anterior.
Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), foram usados 137,6 milhões de cheques em 2024. Como comparação, em 1995 o número de cheques compensados bateu 3,3 bilhões.
Muita gente não se lembra da última vez que passou um cheque para pagar alguma compra. Os mais novos talvez nunca nem tenham visto um talão na vida.
O motivo desse abandono você já deve ter imaginado: com o avanço dos meios de pagamento digitais, muitas vezes imediatos e mais práticos, o cheque foi deixado de lado.
E o Pix tem uma parcela de culpa considerável nessa aposentadoria forçada. A queda anual do uso de cheques foi mais intensa em 2020 e 2021. Os dois primeiros anos da pandemia também foram os anos de estreia do Pix, e os pagamentos por cheque caíram 25,3% e 23,8%, respectivamente.
Assim como o uso, o valor movimentado pelos cheques também cai ano após ano. Segundo dados da Febraban, as transações por cheques representavam R$ 2 trilhões em 1995. Em 2023, esse valor caiu para R$ 610,27 bilhões. Naquele ano, os cheques perderam de lavada para o Pix, que movimentou R$ 17,2 trilhões, e o TED, com R$ 40,6 trilhões.
Quem ainda usa cheque?
Apesar de estar perdendo espaço entre os meios de pagamento, o cheque não está extinto – ele só ganhou um uso um pouco mais nichado.
Os cheques pararam de ser usados para compras de menor valor, feitas no dia a dia, e ficaram restritos a determinadas situações, que movimentam mais dinheiro de uma vez só. O maior exemplo é o cheque caução, que funciona como garantia de pagamento em um contrato.