Oito maneiras de reduzir o risco de AVC em qualquer idade

“Parte essencial da crise global de saúde mental entre menores de idade”: é dessa forma que os estudos mais recentes indicam a gravidade da dependência de celulares e redes sociais apresentadas pelas novas gerações. Pela primeira vez, os registros de ansiedade entre crianças e jovens superaram os de adultos.

Por Siobhan Mclernon, The Conversation
29 mar 2025, 12h00
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 (Anupam Mahapatra/Unsplash)
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Como enfermeira que trabalha em um centro de tratamento neurológico intensivo, testemunhei os efeitos repentinos e devastadores do derrame – ou Acidente Vascular Cerebral (AVC) – tanto para os sobreviventes quanto para seus cuidadores.

Após meu trabalho na enfermagem, tornei-me pesquisadora especializada nesta doença. O conhecimento do público em geral sobre fatores de risco de AVC é muito restrito, portanto, a prevenção é uma prioridade para a saúde pública.

O derrame é uma das principais causas de morte e incapacidade na Inglaterra – apesar de ser amplamente evitável. Geralmente, é considerado uma doença de pessoas idosas, mas, embora o risco aumente com a idade, pode acontecer em qualquer momento da vida. Na verdade, a incidência está aumentando entre adultos com menos de 55 anos.

Os fatores de risco que tendem a ser mais comuns entre pessoas mais velhas – como pressão alta (hipertensão), colesterol alto, obesidade, diabetes, tabagismo, inatividade física e dieta inadequada – são cada vez mais encontrados em pessoas mais jovens. Outros riscos relacionados a estilo de vida incluem consumo excessivo de álcool e drogas recreativas, como anfetaminas, cocaína e heroína.

Alguns fatores de riscos não são modificáveis, como idade, sexo, etnia, histórico familiar de derrame, genética e certas condições hereditárias. Mulheres, por exemplo, são particularmente mais suscetíveis – não importa a idade, elas têm mais probabilidade do que os homens de morrer devido a um derrame.

Os riscos de acidente vascular cerebral exclusivos para mulheres incluem gravidez e algumas pílulas anticoncepcionais (especialmente para fumantes), bem como endometriose, insuficiência ovariana prematura (antes dos 40 anos de idade), menopausa precoce (antes dos 45 anos de idade) e estrogênio para mulheres transgênero.

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O derrame é uma das principais causas de morte e incapacidade na Inglaterra – apesar de ser amplamente evitável.

Além disso, anormalidades vasculares hereditárias, como aneurismas cerebrais – uma fraqueza na parede arterial – podem aumentar o risco de acidente vascular cerebral hemorrágico.

Entretanto, alguns fatores de risco são sociais e não biológicos. Estudos descobriram que pessoas com renda e nível educacional menor são mais vulneráveis a sofrer um derrame. Isso se deve a uma combinação de fatores: hábitos de vida não saudáveis como tabagismo, consumo excessivo de álcool e pouca prática de atividade física. Todos são mais comuns em pessoas com rendas mais baixas.

O que as pesquisas mostram é que pessoas com menor status socioeconômico têm menos probabilidade de receber cuidados de saúde de boa qualidade do que outras com rendas mais altas.

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Independentemente dos fatores de risco biológicos ou sociais, há coisas que você pode fazer – agora mesmo – para reduzir o seu risco de ter um derrame.

Oito atitudes essenciais

1. Pare de fumar. Fumantes têm mais que o dobro de probabilidade de sofrer um AVC do que os não fumantes. O fumo causa danos às paredes dos vasos sanguíneos, aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, mas reduz os níveis de oxigênio. Fumar também faz com que o sangue fique pegajoso, elevando ainda mais o risco de coágulos que podem bloquear os vasos sanguíneos e causar um derrame.

2. Mantenha a pressão arterial sob controle. A pressão alta danifica as paredes dos vasos sanguíneos, tornando-os mais fracos e propensos a rupturas ou bloqueios. Também pode acarretar a formação de coágulos que podem deslocar-se para o cérebro e bloquear o fluxo do sangue, levando a um acidente vascular cerebral.

Se você tiver mais de 18 anos, deve verificar a pressão arterial regularmente para que, caso apresente sinais de desenvolvimento de pressão alta, possa cortar o mal pela raiz e fazer as mudanças apropriadas em estilo de vida para ajudar a reduzir seu risco de derrame.

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3. Fique de olho no seu colesterol. De acordo com a UK Stroke Association, a possibilidade de ter um derrame é quase três vezes e meia maior se a pessoa tiver colesterol alto e pressão alta. Para diminuir o colesterol, deve-se evitar a gordura saturada – encontrada em carnes gordurosas, manteiga, queijo e laticínios integrais – abaixo de 7% das calorias diárias, além de manter-se ativo e com um peso saudável.

4. Fique atento ao nível de açúcar no sangue. Altos índices de açúcar no sangue estão associados a um risco aumentado de derrame porque danificam os vasos e podem facilitar a viagem de coágulos sanguíneos até o cérebro. Para reduzir a possibilidade, tente fazer exercícios regularmente, tenha uma dieta balanceada rica em fibras, beba bastante água, mantenha um peso saudável e tente controlar o estresse.

5. Mantenha um peso saudável. O sobrepeso é um dos principais fatores de risco para AVC. Ele aumenta o risco de derrame em 22% e, um em cada cinco acidentes cerebrais são relacionados ao peso corporal elevado. Já a obesidade aumenta esse risco em 64%. E o excesso de peso eleva as chances de pressão alta, doenças cardíacas, colesterol alto e diabetes tipo 2 – tudo o que contribui para levar a um derrame.

6. Siga uma dieta mediterrânea. Uma maneira de ter uma dieta balanceada rica em fibras e manter um peso saudável é seguir uma dieta mediterrânea. Foi demonstrado que isso reduz o risco de AVC, especialmente quando suplementado com nozes e azeite de oliva.

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7. Durma bem. Tente dormir de sete a nove horas por dia. Dormir pouco pode levar à pressão alta, um dos fatores de risco modificáveis mais importantes para o derrame. Dormir demais, no entanto, também está associado ao aumento de chances, então, oriente-se no sentido de ser o mais ativo possível para que você possa dormir o melhor possível.

8. Mantenha-se ativo. O Sistema Nacional de Saúde (NHS,em inglês, recomenda que as pessoas evitem comportamento sedentário prolongado e busquem pelo menos 150 minutos de atividade de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade de intensidade vigorosa semanalmente. O exercício deve ser distribuído uniformemente em quatro ou cinco dias por semana, ou todos os dias. Faça atividades de fortalecimento, geralmente mais de dois dias por semana.

A boa notícia é que, embora os efeitos do AVC possam ser devastadores e transformadores, ele pode ser evitado em grande parte. A adoção dessas oito mudanças simples no estilo de vida pode ajudar a reduzir o risco de AVC e otimizar a saúde do coração e do cérebro.

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