Existem três tipos de burnout. Conheça o burnout social

Ele acontece quando você acumula demandas interpessoais que excedem os recursos sociais disponíveis. Conheça sintomas da síndrome – e como combatê-la.

Por Da Redação
Atualizado em 17 dez 2024, 11h28 - Publicado em 17 dez 2024, 08h00
Ilustração de uma mulher triste no meio de uma multidão.
 (Denis Novikov/Getty Images)
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ense nos seus índices de energia como uma bateria de celular. Amanhece em 100% – e, conforme as horas vão passando, mais e mais coisas fazem com que ela diminua. Ao chegar em casa, você está com 5% de bateria. 95% foi gasto no trabalho, e o restinho que sobrou não é suficiente para que você queira interagir, falar ou sair com ninguém. Eis uma situação emblemática que ilustra o chamado burnout social.

Ele foi identificado pela mestre em psicologia organizacional Emilly Ballesteros, em seu livro A Cura do Burnout: Como encontrar equilíbrio e recuperar a sua vida após o esgotamento. Segundo a especialista, as pessoas que sofrem desse diagnóstico acabam escolhendo o desgaste pessoal e o ressentimento em vez de estabelecer expectativas ou priorizar as próprias necessidades.

“O burnout social ocorre porque os relacionamentos são uma troca – uma troca que oferecemos recursos limitados (tempo, energia, atenção) que são difíceis de preservar”, escreve no livro. 

O burnout social é, em alguns aspectos, contraintuitivo. Isso porque, via de regra, a socialização serve para recarregar nossas energias, não o contrário. Afinal, somos criaturas sociais – ainda que sejamos mais ou menos introspectivas.

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(Arte / Imagem: Mckayla Seiber/VOCÊ S/A)

Nesse contexto, o burnout social é muito comum em pessoas que gostam de agradar a todo mundo e se sentem culpadas ao dizer não, mesmo quando não têm mais nada a oferecer, explica Ballesteros. Alguns indicadores da síndrome são:

“Sua qualidade de vida não podia depender das necessidades e sentimentos dos outros.”

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  • Ser conhecido como o amigo, parente ou colega “confiável”, “altruísta”;
  • Sempre ter coisas para fazer que não faria se alguém não pedisse;
  • Fazer coisas por culpa antes mesmo de tentar dizer não;
  • Justificar decisões pensando “Eu gostaria que alguém fizesse isso por mim, então devo aceitar”, por mais que tenha um histórico de não pedir nada em troca;
  • Quando as pessoas o convidam para algum programa, a primeira reação que você tem é um “argh” interno;
  • Sonhar em não ter obrigações sociais e desaparecer por um tempo.

“O burnout social muitas vezes resulta da ideia de que precisamos ter 100% de aproveitamento em todos os relacionamentos o tempo inteiro. É bem provável que já tenha construído um relacionamento sólido com esses indivíduos, então eles vão entender se você precisar se afastar em épocas mais agitadas”, complementa. 

Também é comum em indivíduos que se sentem responsáveis por sentimentos e experiências dos outros, e em pessoas que morrem de medo de ter a antipatia dos colegas. “Enquanto o burnout por volume pesa na agenda, o burnout social pesa no espírito”, esclarece a especialista (conheça o primeiro tipo aqui).

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Para a cura, o processo é longo. Emilly esclarece que, desde a infância, somos ensinados que pessoas complacentes são mais queridas. Isso faz com que priorizar a necessidade dos outros em detrimento das nossas se torne regra, não exceção – o que desgasta cada vez mais as nossas experiências adultas.

“Sua qualidade de vida não podia depender das necessidades e sentimentos dos outros.” Para contornar essa situação: 

  1. Comece a se perguntar: “Se isso pudesse acontecer da maneira que eu queria, como seria?” O objetivo é pôr você de volta no comando, por mais que você leve um susto ao perceber que precisa mudar a maneira como se porta nos relacionamentos.
  2. Avalie sua agenda. Destaque todas as coisas que mais o desgastam e tente entender por que essas interações sugam a sua energia. Em seguida, comece os ajustes necessários para chegar mais perto de uma experiência suportável.
  3. Pare de se punir por tirar proveito das coisas. Conseguir me divertir é um reflexo da minha capacidade de tirar proveito das circunstâncias, não uma confirmação de que eu precisava estar ali, para início de conversa.
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(Arte / Imagem: Divulgação/VOCÊ S/A)
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