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O que é blockchain?

É uma espécie de “cartório” digital: um banco de dados inviolável que registra todas as transações de uma criptomoeda. Veja como funciona.

Por Alexandre Versignassi
Atualizado em 8 ago 2023, 16h48 - Publicado em 11 ago 2023, 05h47

O termo está umbilicalmente ligado às criptomoedas, claro – a primeira rede de blockchain da história é a do Bitcoin. Mas existe uma analogia que ajuda a introjetar o conceito para quem não trabalha com TI: as matrículas de imóvel. 

Se você nunca viu uma, saiba que é algo relativamente simples: um documento registrado em cartório com os nomes de todos os proprietários que uma casa ou um apartamento já teve, desde a primeira entrega de chaves.

Vamos dizer que você comprou em 2023 um apartamento construído em 1980. E que ele teve 10 donos antes de você. A matrícula vem com o nome e o CPF de todos. Sua identificação estará no topo da lista, mostrando que você é o dono atual daquilo. E os nomes dos proprietários anteriores vêm encadeados abaixo, dos mais recentes até os mais antigos, terminando no dono original. 

Não se trata de uma burocracia vazia. Digamos que você comprou o apartamento de uma mulher chamada Adriana. Então aparece alguém do nada na sua porta e diz: “Oi, eu sou o Rafael. Esse apartamento é meu. Comprei antes de você. Sai fora!”.  

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Se a matrícula não existisse, seria praticamente a sua palavra contra a dele. Mas ela existe, guardada num cartório. E está lá o seu nome no topo, com o da Adriana logo abaixo. Para completar, o CPF do tal Rafael não aparece na lista de antigos proprietários. Acabou. Ele não tem o que argumentar. 

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A matrícula acaba funcionando como um banco de dados inviolável. O registro de cada proprietário ali é um bloco de informação encadeado para sempre aos demais. Uma “cadeia de blocos”. Em inglês, blockchain.

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A diferença é que na blockchain do Bitcoin (BTC) o que fica registrado em cada bloco é o número de uma carteira virtual – o lugar para onde uma fração de BTC foi transferida. A “entrega das chaves” de um Bitcoin é o momento da mineração. Tipo: eu minerei 0,01 BTC. O número da minha carteira virtual ficou registrado na blockchain, mostrando que o dono sou eu. Aí eu te vendo. Isso cria um novo bloco de informação, que agora liga aquela fração de BTC à sua carteira virtual. Acabou.

Um BTC, por óbvio, não é um objeto. É um código de programação (criptografado – daí o “cripto” das criptos). Mesmo se eu conseguisse hackear essa proteção e copiar o tal código, não conseguiria vender essa cópia para outra pessoa, pois está registrado no “cartório” do Bitcoin que eu já vendi o original para você.

Também por óbvio, não há um cartório do Bitcoin. O que existe são cópias dos registros de cada transação de BTCs em diversos computadores mundo afora. Se eu tentar a maracutaia do parágrafo anterior, o sistema vai me pegar com a boca na botija, pois saberá que aquilo já saiu da minha carteira, e agora pertence a você. Igual o apartamento. É isso que torna o Bitcoin tão inviolável quanto um bem físico. E permite que ele seja usado como moeda.

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