Chegou o 4.4: Assine por apenas 1,99
Imagem Blog

Guru

Materia seguir SEGUIR Seguindo Materia SEGUINDO
Perguntas & Respostas

O que é a Opep+?

É um cartel formado por importantes produtos de petróleo, não necessariamente os maiores, e que influencia o preço da commodity. Entenda.

Por Bruno Carbinatto 14 jan 2022, 07h24 • Atualizado em 2 abr 2024, 09h20
--
 (Nathalia Takeyama/VOCÊ S/A)
Continua após publicidade
  • É um cartel formado por 23 grandes produtores de petróleo, não necessariamente os maiores. No top 10 do ranking de quem mais extrai o líquido viscoso estão EUA (1º colocado), Canadá (4º), China (5º) e Brasil (8º) – nenhum faz parte da Opep+.

    Mesmo assim, o cartel controla metade da produção global, o que lhe confere um enorme poder na hora de determinar os preços da commodity. Ele começou com o nascimento da Organização do Países Exportadores de Petróleo (Opep), em 1960. Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela são os sócios-fundadores. 

    O objetivo era alinhar esforços para bater de frente com as “Sete Irmãs”, o cartel de petrolíferas multinacionais que controlava o mercado na época (após fusões e aquisições, hoje elas são quatro: BP, Chevron, Shell e ExxonMobil).

    Mais tarde, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria, Gabão, Angola, Guiné Equatorial e Congo se juntariam à Opep. 

    História

    No fim de 2017, outros 10 grandes exportadores de petróleo alinharam-se ao bloco para aumentar seu poder de barganha, ainda que sem se tornarem membros oficiais da Opep. São eles: Rússia, México, Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Cazaquistão, Malásia, Omã, Sudão e Sudão do Sul. E a versão estendida da aliança ganhou o nome de Opep+. 

    Continua após a publicidade

    O grupo controla quase 50% da produção mundial de petróleo, e se reúne periodicamente para discutir se aumenta, diminui ou mantém seus níveis de produção de petróleo. Isso determina o preço da commodity no mercado – quanto mais eles fecham as torneiras, mais o preço tende a subir, e vice-versa.  

    O objetivo do grupo é o mesmo de qualquer outro cartel: manter os preços de seu produto o mais alto possível. Por exemplo, a alta de 61% que o petróleo viveu em 2021 deve-se em parte à estratégia do grupo de manter os níveis de produção baixos.

    Exagerar na dose, porém, é um tiro no pé. Apertos do cartel ao longo da história recente  fizeram com que EUA e Brasil, por exemplo, investissem mais na exploração de petróleo, e se convertessem em megaexportadores. Sem a Opep para inflar o preço do óleo, no fim das contas, não haveria pré-sal. 

    Continua após a publicidade

    Os chefes da Opep+ são a Arábia Saudita e a Rússia – 2º e 3º maiores produtores. Só a Arábia Saudita tira 10,8 milhões de barris por dia (quase três vezes o volume do Brasil). Dá 12% da extração global. Ela também é lar da estatal Saudi Aramco, maior petroleira do planeta, e quarta empresa do mundo em valor de mercado (US$ 1,9 trilhão, o que dá 27 Petrobras – mais sobre isso aqui).

    -
    Os chefes da Opep+ são a Arábia Saudita e a Rússia – 2º e 3º maiores produtores. (Arte/VOCÊ S/A)
    Publicidade

    Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

    Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

    10 grandes marcas em uma única assinatura digital