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O que é a Opep+?

É um cartel formado por importantes produtos de petróleo, não necessariamente os maiores, e que influencia o preço da commodity. Entenda.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 2 fev 2022, 14h57 - Publicado em 14 jan 2022, 07h24

É um cartel formado por 23 grandes produtores de petróleo, não necessariamente os maiores. No top 10 do ranking de quem mais extrai o líquido viscoso estão EUA (1º colocado), Canadá (4º), China (5º) e Brasil (8º) – nenhum faz parte da Opep+.

Mesmo assim, o cartel controla metade da produção global, o que lhe confere um enorme poder na hora de determinar os preços da commodity. Ele começou com o nascimento da Organização do Países Exportadores de Petróleo (Opep), em 1960. Irã, Iraque, Kuwait, Arábia Saudita e Venezuela são os sócios-fundadores. 

O objetivo era alinhar esforços para bater de frente com as “Sete Irmãs”, o cartel de petrolíferas multinacionais que controlava o mercado na época (após fusões e aquisições, hoje elas são quatro: BP, Chevron, Shell e ExxonMobil).

Mais tarde, Líbia, Emirados Árabes Unidos, Argélia, Nigéria, Gabão, Angola, Guiné Equatorial e Congo se juntariam à Opep. 

No fim de 2017, outros 10 grandes exportadores de petróleo alinharam-se ao bloco para aumentar seu poder de barganha, ainda que sem se tornarem membros oficiais da Opep. São eles: Rússia, México, Azerbaijão, Bahrein, Brunei, Cazaquistão, Malásia, Omã, Sudão e Sudão do Sul. E a versão estendida da aliança ganhou o nome de Opep+. 

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O grupo controla quase 50% da produção mundial de petróleo, e se reúne periodicamente para discutir se aumenta, diminui ou mantém seus níveis de produção de petróleo. Isso determina o preço da commodity no mercado – quanto mais eles fecham as torneiras, mais o preço tende a subir, e vice-versa.  

O objetivo do grupo é o mesmo de qualquer outro cartel: manter os preços de seu produto o mais alto possível. Por exemplo, a alta de 61% que o petróleo viveu em 2021 deve-se em parte à estratégia do grupo de manter os níveis de produção baixos.

Exagerar na dose, porém, é um tiro no pé. Apertos do cartel ao longo da história recente  fizeram com que EUA e Brasil, por exemplo, investissem mais na exploração de petróleo, e se convertessem em megaexportadores. Sem a Opep para inflar o preço do óleo, no fim das contas, não haveria pré-sal. 

Os chefes da Opep+ são a Arábia Saudita e a Rússia – 2º e 3º maiores produtores. Só a Arábia Saudita tira 10,8 milhões de barris por dia (quase três vezes o volume do Brasil). Dá 12% da extração global. Ela também é lar da estatal Saudi Aramco, maior petroleira do planeta, e quarta empresa do mundo em valor de mercado (US$ 1,9 trilhão, o que dá 27 Petrobras – mais sobre isso aqui).

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Arte/VOCÊ S/A
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