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Dani Almeida Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO

Especialista em comunicação e fundadora da agência Rugido Digital.
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Seguidores ou posicionamento, eis a questão!

Tomar uma posição política nas redes tende a ser ruim para os negócios – já que a perda de seguidores é inevitável. Por outro lado, o engajamento com quem fica vai crescer. Qual é a melhor decisão? Veja aqui.

Por Dani Almeida
5 dez 2023, 07h11

Recentemente, Sandra Chayo, sócia e diretora do grupo Hope, se posicionou firmemente a favor de Israel em algumas postagens no seu Instagram, após mais um capítulo sangrento da guerra, que tomou conta do noticiário.

O resultado?! De um lado, milhares de curtidas e dezenas de comentários. De outro, centenas de seguidores perdidos. 

Entre mortos e feridos nessa batalha digital, qual lado escolher: seguidores, ou posicionamento? Te respondo com uma pergunta.

Qual jogo você joga?

Seria hipocrisia minha dizer que seguidor não é uma métrica importante. Quem tem audiência, tem alcance de marca, logo, tem poder de fogo na hora de vender (desde que seja de forma estratégica e intencional).

Mas antes de escolher um lado, é preciso entender qual jogo você joga, o do baseball ou do boxe. Essa metáfora não é minha, mas do genial Simon Sinek. 

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Ela diz que existem os negócios que estão no jogo binário de perder ou ganhar. E existem os negócios que estão “no jogo de permanecer no jogo”, até o último round, ou seja, a ideia de construir um legado. 

Portanto, se o seu negócio tem um perfil de fazer caixa rápido, de curto prazo… talvez seja mais sensato manter a neutralidade. 

Agora, se você está no negócio de criar empresas duradouras, posicionar-se fará com que ganhe defensores pro resto da vida. 

Como foi o caso da Dior, marca centenária que assinou recentemente com a judia May Tager. Vale lembrar que, no passado, a marca tinha como embaixadora a modelo com ascendência palestina, e ativista da causa palestina, Bella Hadid. 

Sim, a marca perdeu clientes e ganhou haters. Mas não existem “lovers” sem “haters”. Chayo inclusive postou sobre isso para reafirmar seu posicionamento. E perdeu mais seguidores.

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Sendo assim, te pergunto… Qual preço você está disposto a pagar?

Perdas e ganhos 

“Mas meu negócio é super pequeno, será que estou disposto a perder o pouco que conquistei?” 

A resposta é complexa. Algumas marcas, na verdade, conseguiram crescer ao se posicionar, por ganharem a admiração de comunidades fortes. 

Foi o caso da Bayer. Apesar de ser uma marca centenária, ela tem um número modesto de seguidores no Instagram. A multinacional, então, decidiu fazer uma postagem sobre o programa híbrido de trabalho que oferece aos colaboradores, com conteúdo gerado pelo influenciador Vitor di Castro, representante da comunidade LGBTQIA+.

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A empresa passou a sofrer sérios ataques por parte de sua audiência, mais conservadora, mas manteve-se firme no propósito. A decisão estava alinhada com várias bandeiras que a marca tem defendido internamente e, cada vez mais, para o mercado.

Surpresa boa, a Bayer passou a ser defendida pela própria comunidade do influenciador. O movimento foi crescendo nos comentários… e o resultado acabou se refletindo em números, com a marca ganhando mais seguidores. 

Tudo vale a pena… mesmo?

Ok, como saber, então, se posicionar-se sobre o assunto x ou y faz sentido para o seu caso?!

Sabe aquela máxima da filosofia “conhece-te a ti mesmo”? É isso. Você precisa conhecer a essência da sua marca, quais valores ela abraça. 

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É muito comum que as marcas sejam o reflexo de seus fundadores, mas nem sempre é assim. Aliás, e quando são vários fundadores? Ou quando o fundador nem faz ideia de quais valores está transferindo para sua marca?!

Fazer esse mergulho pelo menos uma vez é mais que necessário. É obrigatório. 

Sem essa clareza, dificilmente existirá visão. Dificilmente haverá norte – seja de posicionamento, seja de comunicação, seja comercialmente. (Aliás, triste das empresas que acham que essas são coisas que andam separadas!) 

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