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O desafio de aprender a comandar uma organização

Marcio Rodrigues, CEO da Avaya, falou a VOCÊ S/A sobre as dificuldades de liderar um negócio que se transforma constantemente

Por Yahisabel Adames Atualizado em 23 dez 2019, 15h11 - Publicado em 30 ago 2017, 17h00

Em abril de 2016, aos 39 anos de idade, Marcio Rodrigues assumiu o comando da operação brasileira da Avaya, líder global no fornecimento de soluções de comunicação, como software e serviços, para bancos, companhias aéreas e grupos hoteleiros.

Passando por um reposicionamento, a empresa deixou o espaço onde funcionou durante 16 anos e se mudou para um escritório novo na capital paulista.

Nesta entrevista a VOCÊ S/A, Marcio falou sobre o desafio de manter as pessoas motivadas, reagir a mudanças de cenário, lidar com a pressão e filtrar a forma como transmite as mensagens às equipes.

Como se tornou presidente?

Comecei na Avaya em 2008, como gerente de contratos. Depois, passei numa seleção interna para abrir uma área nova que cuidaria de precificação e descontos na América Latina. Mais tarde, apareceu a oportunidade de me tornar diretor de operações do Brasil. Foi um desafio porque, muitas vezes, surgiam situa­ções que eu não dominava.

A equipe era muito boa tecnicamente, mas havia problemas de comunicação e precisei aprender a trazer todo mundo para perto. Depois de três anos, o então presidente deixou a empresa e fui convidado a fazer a transição entre a administração dele e a seguinte. Fiquei no comando interinamente durante três meses, em 2014, até a chegada do novo chefe e, nesse tempo, experimentei como era me sentir dono.

Quando esse novo CEO foi convidado a assumir a área de serviços da Avaya, me incentivou a me candidatar à presidência. Os líderes percebiam que eu tinha capacidade de estar à frente da empresa em algum momento. Assumi em abril de 2016. Eu vinha me preparando para isso e continuo me preparando. Não é só chegar até aqui, é preciso seguir trabalhando.

Quais são hoje seus maiores desafios como gestor?

No ano passado saímos de um espaço onde estávamos há 16 anos e mudamos para um escritório novo. Isso foi um investimento, um reposicionamento da empresa, algo que mexe com a motivação das pessoas.

Tínhamos tido a revisão de algumas estruturas e a equipe sentiu o choque de realidade. Minha maior preocupação nos últimos tempos tem sido manter a motivação dos colaboradores.

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Você precisa ter o time engajado em prol de algo. E eu acredito que consegui isso. A segunda prioridade tem sido ter a liderança alinhada.

Qual foi seu maior aprendizado no comando da companhia?

Liderar não é uma ciência exata. São situações diferentes a cada dia e você precisa estar preparado para ter respostas rápidas, independentemente de onde estiver, no escritório ou fora dele.

Você pode tomar uma decisão agora, mas isso não quer dizer que tomará essa mesma decisão num segundo cenário: muitas vezes você precisa revê-la. Você deve ter discernimento para fazer essa leitura e saber se cada peça continua encaixando.

Seu estilo de liderança mudou desde o começo da carreira?

Acho que evoluí. Independentemente do tamanho dos times, tive a oportunidade de estar à frente de alguns grupos em momentos diferentes da minha vida. Para chegar ao estilo ideal para cada momento, levo em consideração o que aprendi com meus líderes no passado e o resultado a ser entregue.

A pressão mudou também. Hoje, preciso pensar na forma como passo as mensagens, porque boa parte da pressão está sobre mim e tenho de dosar a pressão transmitida aos outros. É um trabalho que tenho tentado fazer comigo mesmo, um exercício constante.

Recentemente, lançamos na Avaya uma série de soluções para continuar ajudando as empresas em sua jornada de transformação digital. Meu objetivo, à frente da Avaya no Brasil, é ter um caso de sucesso aqui para criar referências.

 

Você encontra essa reportagem na edição de agosto/231 da VOCÊ S/A (VOCÊ S/A/VOCÊ S/A)
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