🔥 Mês do Cliente: Assine o Digital por R$ 9,90/mês e tenha conteúdo exclusivo na palma da sua mão!

Mudança no topo? Veja o que estudaram e o que valorizam os CEOS

O que a maioria dos presidentes e diretores de empresas estudou na faculdade? Confira pesquisa da Hays com executivos da América Latina

Por Camila Pati 4 jul 2018, 15h00 | Atualizado em 19 dez 2019, 16h12
caneca-CEO
 (Jupiterimages/Thinkstock)
Continua após publicidade

São Paulo – O alto comando das empresas do Brasil, México, Colômbia e Chile segue majoritariamente dominado por homens entre 41 e 50 anos com formações nas áreas de administração, negócios, engenharia, finanças e economia. MBA, mestrado ou algum tipo de pós-graduação também estão no currículo da maioria.

A homogeneidade está descrita em levantamento da consultoria Hays, com 480 executivos ( entre presidentes, VPS, diretores) desses países da América Latina. No topo pouco mudou, embora já se saiba que diversidade no ambiente de trabalho está diretamente ligada à capacidade de inovação de uma empresa, condição sine qua non de sua sustentabilidade em qualquer mercado.

Ainda assim, a equipe da Hays percebe que há uma mudança em critérios objetivos, como a formação acadêmica, e outra em questões mais subjetivas, ligadas a comportamento. O perfil do alto comando não é mais o mesmo, segundo Fernanda Siqueira, diretora da Hays responsável pelo estudo.

“Antes, para ser o número 1 da empresa tinha que passar pela área comercial. Isso mudou e hoje vemos profissionais de cargos de liderança que vêm da área de finanças ou de engenharia”, diz a diretora da Hays. Com a crise, segundo ela, a demanda é maior para quem tem o olhar mais aprofundado em números.

A pesquisa aponta que o alto comando das empresas hoje urge por profissionais que promovam liderança participativa, com o chamado perfil mão na massa e que sejam mais flexíveis e próximos de suas equipes.

Continua após a publicidade

“Antes era o perfil de líder que todo mundo na empresa seguia, que ficava só coordenando. Esse líder do passado não é mais valorizado, as empresas querem alguém que realmente participe”, diz Fernanda.

Em resumo, CEOs e diretores que saiam das suas salas e que se interessem de fato em contribuir para o melhor andamento da operação são os mais bem vistos no mercado.

Conhecimento do negócio em que atuam, capacidade tática e estratégica e proatividade são características esperadas dos executivos. “É uma demanda de mercado, as coisas estão mais rápidas e a liderança precisa se adaptar”, diz a diretora da Hays.

Continua após a publicidade

Os participantes da pesquisa também foram estimulados a votar nas habilidades consideradas fundamentais para o cargo e, como era de esperar para este nível hierárquico, a habilidade de liderança desponta, seguida por solução de problemas e raciocínio estratégico.

Confira os percentuais da pesquisa:

Formação acadêmica:

Graduação:

Continua após a publicidade

Administração e negócios: 38%

Engenharia: 27%

Finanças: 18%

Continua após a publicidade

Economia: 7%

Pós-graduação:

MBA:43%

Continua após a publicidade

Pós-graduação lato sensu: 21%

Mestrado: 20%

Não têm:14%

Desigualdade de gênero

Homens: 85% dos CEOS ouvidos. Dos executivos em posições de CEOs, presidentes, diretores de operações ou country managers, 44% têm entre 41 e 50 anos.

Mulheres: 2% são CEOs, presidentes, diretoras de operações ou country manager. Dessas, mais da metade, 55%, tem entre 51 e 60 anos.

Ou seja, os homens chegam ao topo de carreira em muito maior número e, em média, dez anos antes do que as mulheres. Apenas 11% das mulheres ocupam altos cargos de liderança no México e 12%, no Brasil.

O Chile foi o país com o maior número de mulheres em cargos de CEO, presidentes, diretoras de operações ou country manager: 9%. A Colômbia tem o maior número de mulheres empregadas em cargos de diretora, VP ou sênior manager: 17%.

Habilidades fundamentais exigidas pela função:

Liderança: 84%

Habilidade de solucionar problemas e tomada de decisão: 82%

Raciocínio Estratégico: 81%

Comunicação efetiva: 68%

Adaptação a mudanças: 60%

Influência e negociação 68%

Valores fundamentais para quem ocupa o cargo:

Ética: 91%

Liderança de equipe: 82%

Desenvolvimento estratégico: 63%

Resiliência: 63%

Respeito: 60%

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital