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Estudo mostra: mulheres solteiras recebem menos promoções

Voluntários da pesquisa tinham que decidir quem merecia uma promoção a um cargo de liderança: as solteiras recebiam menos recomendações.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 7 abr 2022, 18h03 - Publicado em 8 abr 2022, 05h00

Não é novidade que mulheres com filhos sofrem desvantagens no mercado de trabalho. Mas a desigualdade de gênero não se manifesta só na progressão da carreira das mães. Quando o assunto é promoção para cargos de gestão, mulheres solteiras são penalizadas não só em relação a seus concorrentes homens (solteiros ou não), mas também diante de suas colegas casadas.

É o que descobriu uma nova pesquisa da Universidade George Washington em parceria com a Universidade da Pensilvânia. No estudo, cientistas questionaram mais de 300 estudantes de graduação sobre dois personagens fictícios, Ann e Tim. Ambos eram profissionais considerados excelentes e tinham o mesmo perfil profissional – a única diferença era o gênero. Os voluntários da pesquisa tinham que decidir se eles mereciam ou não uma promoção a um cargo de liderança.

Quando os participantes ouviam que Ann era solteira e que uma das características era “gostar de viajar com amigos”, as recomendações para a promoção eram mais raras. Mas isso não acontecia quando a história era que ela era casada e que “gostava de viajar com o marido e os filhos”. Com Tim isso não acontecia nem na versão solteiro nem na versão casado.

Entre as justificativas para a negar a promoção, os participantes costumavam frisar que a Ann solteira “não tinha habilidades de recursos humanos” e era “analítica demais” – algo que até é positivo para a profissional, mas negativo para ocupar um cargo de liderança. A Ann casada, porém, costumava ser vista como uma boa profissional em gestão de pessoas, mesmo que a única diferença nas descrições fosse o matrimônio. Esse padrão de resposta vinha de homens e mulheres.

O estudo também contou com uma segunda parte, em que os cientistas analisaram a carreira de mais de 600 mulheres reais, graduadas no MBA entre 2008 e 2009. E viram o que o experimento hipotético já havia sugerido: as solteiras tinham menores níveis de promoção do que suas colegas casadas ou do que os homens.

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