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Em pleno crescimento: veja como é trabalhar na CI&T

Responsável pela digitalização de algumas das maiores empresas do mundo, a CI&T teve uma explosão de novos funcionários em 2020.

Por Juliana Américo Atualizado em 9 jun 2021, 18h56 - Publicado em 10 Maio 2021, 16h14

O ano é 1995. Até então, o acesso à internet no Brasil era uma opção disponível apenas para as universidades. Até que, em maio, a Embratel lançou um serviço de comercialização de internet ao grande público. Nessa época, em plena Idade da Pedra da conexão as we know it, César Gon, Bruno Guiçardi e Fernando Matt, todos recém-formados no curso de Engenharia da Computação da Unicamp, fundaram a CI&T, uma empresa de desenvolvimento de software.

A ideia era manter a companhia só por um ano – o dinheiro que a organização desse serviria para financiar os doutorados dos três nos Estados Unidos. Mas o plano foi por água abaixo quando os amigos pegaram gosto pelos negócios. No fim, transformaram a companhia de Campinas (SP) em um nome de peso do setor tecnológico.

Hoje a CI&T auxilia empresas em desenvolvimento de aplicativos, gerenciamento de processos internos, migração de dados para nuvem e uso de inteligência artificial. Um exemplo: em 2017, a empresa começou um projeto com a Coca-Cola para reduzir o prazo de testes de novas bebidas. Usando ferramentas digitais para coletar dados sobre a receptividade do produto entre os usuários-testadores, a filial brasileira da fabricante de bebidas agora leva até quatro meses para lançar novos produtos – antes, o prazo chegava a um ano. O primeiro lançamento dentro dessa nova metodologia, mais ágil, foi o Del Valle Origens, uma linha de sucos sem adição de açúcar que chegou ao mercado em agosto de 2018.

A lista de clientes da CI&T, diga-se, é invejável: Cielo, Google, HP, Itaú, Johnson & Johnson, Motorola, Nestlé, Porto Seguro, SulAmérica, Vivo. Além disso, a empresa atua em outros sete países: Austrália, Canadá, China, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Portugal. São mais de 3.800 funcionários espalhados por 14 escritórios em quatro continentes – 90% da equipe, de qualquer forma, fica no Brasil.

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O crescimento da CI&T chamou a atenção da gestora americana de private equity Advent. Em 2019, ela comprou os 30% que o BNDESPar tinha na companhia, além de uma parte (não revelada) das ações dos três fundadores. Com o novo sócio, a brasileira tem duas missões: a primeira é aproveitar as empresas do portfólio da Advent para ampliar a sua própria carteira de clientes. A gestora investe US$ 56 bilhões em mais de 375 empresas de 42 países. A segunda é abrir capital nos EUA – a exemplo de outras companhias fundadas aqui, como a PagSeguro e a XP Investimentos (o IPO ainda não tem data confirmada).

A pandemia não desacelerou o processo de expansão da multinacional. Pelo contrário. O isolamento social, você sabe, obrigou boa parte das empresas a passar suas operações para o modelo remoto; e lá estava a CI&T com duas décadas de experiência em processos de digitalização. O faturamento de 2020 ainda não foi fechado, mas os cálculos iniciais são de R$ 1 bilhão – 42% mais do que em 2019.

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A equipe também cresceu. Só no ano passado, foram contratados mais de 1.100 profissionais para áreas como programação, análise de dados, arquitetura de software e design de produtos. A previsão é de que mais 2 mil entrem para o time ao
longo de 2021.

Receber tanta gente nova durante o isolamento social é um desafio quando o assunto é integração e preservação da cultura corporativa. A CI&T determinou que a empresa vai manter as equipes em home office até dezembro. Enquanto isso, o jeito é reforçar o contato online, como os RHs de tantas empresas têm feito. Todos os programas de reconhecimento de talentos e comemorações, como a de aniversariantes do mês, foram adaptados para o modo videoconferência. Além disso, os funcionários participam de lives para compartilhar conhecimentos e habilidades – vale qualquer assunto, seja desenvolvimento de software, sejam aulas de culinária.

 

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Arte/VOCÊ S/A

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Arte/VOCÊ S/A

No item 6, “Passaporte Carimbado”, a empresa reforça que possui vagas de expatriação para os países em que atua. Mas os novos formatos em relação a teletrabalho fora do Brasil estão sendo estudados e levam em conta cada caso, porque os países podem ter regras trabalhistas e de tributação diferentes.

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