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A jornada de trabalho 4 dias/3 folgas e seus avanços pelo mundo

Gigantes como Microsoft e Unilever já testam o modelo em outros países. Aqui no Brasil, a semente foi plantada numa pequena startup mineira.

Por Monique Lima Atualizado em 18 dez 2020, 08h27 - Publicado em 6 dez 2020, 00h01

Trabalhar quatro dias e folgar três é o sonho de muita gente. Mas é uma realidade mesmo para pouquíssimos. Um dos exemplos no Brasil é a pequena startup mineira que cria robôs para automação de dados, Crawly. Fundada em 2018, a empresa de apenas 15 funcionários oferece jornada de trabalho de 32 horas semanais — a normal, do trabalhador de carteira assinada, é de 44 horas semanais. 

Segundo o cofundador e diretor de tecnologia da startup, Pedro Naroga, desse jeito os funcionários têm mais qualidade de vida. “É comprovado que pessoas mais felizes, descansadas e saudáveis produzem mais.” E ele usa isso para atrair funcionários no disputado mercado de profissionais TI. 

Naroga não está enganado. A produtividade tende a aumentar mesmo. Prova disso é a Microsoft do Japão, que fez um programa de verão, em 2019, com jornada de 4 dias (e salários mantidos). Resultado? As vendas cresceram 40%. 

Quem vai testar o modelo agora é a Unilever da Nova Zelândia. Os 81 funcionários da filial vão ter jornada de 4 dias por 12 meses, como teste. Se os resultados forem positivos, a companhia planeja estender o plano para seus 155 mil funcionários no resto do mundo. 

Um estudo publicado na revista científica The Lancet em 2015 já comprovava que o ideal para uma vida saudável é trabalhar menos de 40 horas semanais. Isso reduz em 33% os riscos de um infarto e em 13% as chances de outros problemas cardíacos.

De acordo com Pedro, a boa saúde dos funcionários evita faltas, melhora a performance e diminui a rotatividade. “Em 2019, tivemos apenas um pedido de demissão.” 

Outra empresa brasileira que chegou a testar o modelo de 4 dias foi a Zee.Dog, startup do mercado pet. Com 200 funcionários no país, eles iniciaram os testes do modelo #NoWorkWednesday antes da pandemia, mas suspenderam quando a crise colocou todo mundo em isolamento. No home office, agora permanente, a produtividade aumentou 20%. 

Mande esta nota para o seu chefe, quem sabe?!

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