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5 estratégias com base na Ciência para aprender mais estudando menos

Aprender é diferente de memorizar e descobertas científicas mostram como tornar o aprendizado mais eficiente

Por Suria Barbosa, do Na Prática Atualizado em 5 fev 2020, 10h46 - Publicado em 5 fev 2020, 06h00

Uma boa nota sempre significa que o estudante aprendeu o conteúdo? E uma nota ruim significa que o aluno precisa estudar mais? É com essas duas questões bastante pertinentes quando se trata de aprendizado que Tara Parker-Pope, autora premiada e especializada em saúde, começa sua coluna no The New York Times.

Aprender é diferente de memorizar – então ir bem em uma prova, por exemplo, não significa necessariamente que o conteúdo foi compreendido. O processo de aprendizagem é mais complexo, mas a boa notícia é que aparentemente não é o quanto se estuda que importa, mas sim como se estuda. É esse o tema do livro “Como aprendemos”, de Benedict Carey, jornalista especializado em ciência.

Na obra, ele explica grandes características sobre o processo de aprendizagem que podem guiar esforços mais eficientes. Sua proposta é oferecer um novo modelo de estudos baseado em décadas de testes sobre a memória e pesquisas científicas.

Frequência é mais importante do que duração

Sessões de estudo longas e focadas podem parecer produtivas, mas é provável que você esteja gastando a maior parte de sua energia tentando manter sua concentração, em vez de aprendendo.

“É difícil ficar sentado e se esforçar por horas”, diz Benedict. “Você está gastando muito esforço apenas ficando lá, quando há outras maneiras de tornar o aprendizado mais eficiente, divertido e interessante.”

Embora para algumas pessoas possa funcionar estudar em cima da hora, não é o mais eficiente porque não sinaliza ao cérebro que a informação é importante. É próxima sessão de estudos, de revisão, que força o cérebro a recuperar e a sinalizar tais informações como importantes.

O cérebro precisa de variação

O primeiro passo para um melhor processo de aprendizagem, segundo Benedict, é mudar seu ambiente de estudo de tempos em tempos. Em vez de ficar no mesmo lugar por horas, encontrar novos “cenários” lhe ajudará a criar novas associações e facilitará a recuperação de informações mais tarde. “[O cérebro] quer variedade, quer fazer pausas periódicas.”

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Reforçar mostra que o conteúdo tem valor

Quando você estuda tudo de uma vez, pode até guardar as informações (por um período limitado de tempo), mas não sinaliza de maneira suficiente que o conteúdo tem valor.

Algumas maneiras de “mostrar” a importância para o cérebro: falar sobre o tema, autoteste e anotar informações relevantes.

Distribuir o aprendizado manda sinais fortes para o cérebro

Estudos demonstraram que aprender e reter informações como eventos históricos, vocabulário ou conceitos científicos o melhor é revisar as informações um a dois dias após o primeiro estudo.

Uma teoria relacionada a isso é que o cérebro “presta menos atenção” durante curtos intervalos de aprendizado. Então, repetir as informações em um intervalo maior – alguns dias ou uma semana depois – envia um sinal mais forte ao cérebro de que ele precisa reter o que foi estudado.

Se a prova estiver a uma semana de distância, o ideal é planejar dois períodos de estudo com pelo menos um a dois dias de intervalo entre ambos. Se o seu teste for daqui a um mês, comece a estudar em intervalos de uma semana, recomenda o autor.

 O sono tem um papel insubstituível

O sono é uma parte indispensável no processo de aprendizagem bem-sucedido. Isso porque a primeira metade do ciclo do sono ajuda a reter os fatos; enquanto a segunda metade é importante para as habilidades matemáticas.

“Portanto, um aluno com um teste de idioma deve ir para a cama cedo para obter o máximo de retenção no sono e depois rever de manhã. Para os alunos de matemática, a segunda metade do ciclo do sono é mais importante – é melhor revisar antes de dormir e depois dormir para permitir que o cérebro processe as informações”, explica Tara.

“O sono é o finalizador do aprendizado. O cérebro está pronto para processar, categorizar e solidificar o que você está estudando. Depois que você se cansa, seu cérebro está dizendo que já basta”, acrescenta Carey.

  • Este artigo foi originalmente publicado pelo Na Prática, portal da Fundação EstudarA Editora Abril tem uma parceria com Amazon, em que recebe uma porcentagem das vendas feitas por meio de seus sites. Isso não altera, de forma alguma, a avaliação realizada pela Você S/A sobre os produtos ou serviços em questão, os quais os preços e estoque referem-se ao momento da publicação deste conteúdo.
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