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Patrícia Maldonado Por VOCÊ S/A Jornalista, trabalha com TV há 24 anos. Passou por Globo/SporTV, Record e Band. Ministra o curso "Perca o medo da câmera". @patriciamaldonado

O que você NÃO fala num vídeo também importa

Comunicação não-verbal: o olhar, a postura e o tom de voz são, no mínimo, tão importantes quanto o roteiro.

Por Patrícia Maldonado Atualizado em 1 fev 2021, 16h26 - Publicado em 1 fev 2021, 15h44

Se você já sabe o que dizer no vídeo que pretende gravar já está com meio caminho andado para apertar o rec. Mas você não está pronto ainda. Falta metade do caminho, ou quase isso. 

A parte que falta diz respeito à comunicação não-verbal, aquilo que você não fala. Pesquisas feitas pela Universidade da Califórnia (UCLA) mostram que apenas 7% da comunicação é baseada nas palavras que realmente dizemos, 38% vêm do tom de voz e 55% da linguagem corporal.

Ou seja, quando a gente fala sobre comunicação não-verbal estamos resumindo em três palavrinhas um universo imenso que engloba, entre outras coisas, olhares, gestos, posturas, tom de voz. E que tem como principal função complementar o processo da comunicação verbal. Acontece que, dependendo da atenção que se dá (ou não se dá) a esse universo, ele pode brigar com o nosso conteúdo. Quer dizer, podemos até saber que palavras usar, mas a nossa linguagem não-verbal pode nos trair, reduzindo a nossa credibilidade.

Uma pessoa de braços cruzados e com as mãos no bolso, por exemplo, passa sensação de insegurança. Já quem se apresenta com postura errada e coluna curvada transmite vergonha, nervosismo e até ansiedade. Um olhar excessivamente fixo, por usa vez, dá ideia de agressividade. Um rosto sem nenhuma expressão nos faz pensar que a pessoa que está falando não está realmente envolvida no que está fazendo. Falar em um tom de voz baixo sugere fraqueza, já um tom de voz mais agudo transmite baixa credibilidade.

Isso quer dizer que meus gestos e expressões vão acabar com o meu conteúdo? Claro que não! Desde que você aprenda a driblar todas essas questões. Desde que você treine muito. Desde que entenda a importância de assistir o que gravou e corrigir o que não ficou bacana. Parece difícil, eu sei! Mas é como dirigir um carro: já já vai ficar automático, como acelerar, parar, dar seta, ultrapassar (lembra como essas coisas eram difíceis no início?).

Pra te ajudar, separei abaixo cinco técnicas. Se você se concentrar nelas, eu garanto que sua comunicação não verbal vai ajudar a comunicação verbal a entregar, da melhor maneira possível, a mensagem para sua audiência:

1- Não fique parado(a)!

Quando uma pessoa gesticula, parece mais confiável. Os gestos, quando usados com moderação, são sinais de espontaneidade e sinceridade;

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2- Converse com a câmera!

Quando você conversa com alguém você não olha para a pessoa 100% do tempo, fixamente, certo? Pois nessa conversa com a câmera a ideia é imaginar uma pessoa no lugar da lente. O que significa que você precisa concentrar sua atenção nela, mas pode – e deve – desviar o olhar de vez em quando;

3-Imprima firmeza na sua voz!

Não importa seu timbre de voz. Se você falar com firmeza, caprichar na dicção e escolher palavras que está acostumado a falar vai mostrar mais segurança.

4-Mantenha a coluna reta e ombros para trás durante todo tempo

A postura correta ajuda muito. Além de passar confiança ela ainda ajuda na respiração, o que reflete diretamente na qualidade da voz!

5- Sorria!

O sorriso é um elemento que abre portas na comunicação. Ele gera acolhimento e mostra que você está se sentindo bem.

Agora que você já entendeu a importância da comunicação não-verbal, que aprendeu algumas técnicas para que seu corpo trabalhe a seu favor, que tal se concentrar em melhorar alguns desses aspectos nos próximos vídeos? Tenho certeza que os resultados vão aparecer rapidinho.

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