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Luciana Camargo Vice-Presidente Global de Sucessão e Desenvolvimento de Executivos da IBM

RH protagonista e a importância da resiliência: as lições para 2021

Apesar das dificuldades, o ano passado trouxe aprendizados valiosos para o mundo do trabalho.

Por Luciana Camargo, colunista de VOCÊ S/A Atualizado em 22 jan 2021, 14h12 - Publicado em 25 jan 2021, 19h00

Enfim, estamos em 2021! Depois de deixar para trás o conturbado 2020, é hora de pensar em todos os aprendizados que o ano passado nos ensinou. O exercício de buscar algo bom mesmo em situações difíceis nunca foi tão desafiador, mas é preciso serenidade para enxergar oportunidades nas adversidades.

Isolados em nossas casas, colocamos à prova o nosso autoconhecimento, a gestão das emoções, tivemos de reinventar as nossas relações pessoais e no trabalho. Aliás, 2020 serviu como um catalisador para acelerar as mudanças que, há tempos, discutíamos na forma de trabalhar.

Em um curto período de tempo, empresas, escolas e outras instituições passaram a operar totalmente de forma remota. Na nova realidade, todos tivemos de lançar mão de ferramentas de colaboração, como videoconferências, plataformas de aprendizagem e de co-criação. Foi preciso repensar as formas de interação humana. Mas, descobrimos que, quando precisamos, somos capazes de nos adaptar rapidamente.

Diante de tantos dilemas, olhar para as pessoas e capitanear a adaptação dos negócios ao digital foi fundamental. E, por isso, a área de Recursos Humanos assumiu um protagonismo nunca antes visto. A pesquisa Accelerating the Journey to HR 3.0 do Institute of Business Value, braço de pesquisas da IBM, em parceria com a consultoria Josh Bersin Academy, aborda justamente isso.

Segundo o estudo, a reinvenção da gestão de pessoas foi uma das mudanças mais significativas de 2020. Mais de dois terços dos executivos entrevistados afirmaram que o RH de suas companhias está passando por um momento de ruptura. O estudo também revela que os novos líderes de RH se concentram na colaboração, na escuta ativa e possuem habilidades para navegar em momentos incertos.

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Possuir essas competências e construir ambientes em que os líderes sejam verdadeiros nortes para motivar e desenvolver os funcionários nos leva a outro aprendizado de 2020. Em meio a tantos problemas complexos, o ano passado nos mostrou que empresas precisam se tornar mais humanas e resilientes.

Parece simples, mas como transformar nossa mente em aliada para entender o contexto à nossa volta e gerenciar nossas emoções? O quão mais difícil foi no ano passado tirar aprendizados dos erros, uma vez que nos deparávamos com cenários cada vez mais irreais? Como valorizar o humano numa vida cada vez mais pautada no virtual? 

Estes desafios transcendem os indivíduos, dado que todos vivemos em um mundo que se transforma cada vez mais rápido. Empresas também precisam ser resilientes para sobreviver aos chacoalhões. E em 2020 percebemos que, embora a tecnologia seja um propulsor das mudanças, nós, seres humanos, somos vitais nessa equação. Segundo o artigo da Delloitte Human inside: How Capabilities can unleash Business Performance, as capacidades humanas como curiosidade, criatividade, empatia e coragem são equivalentes a superpoderes em uma sociedade que nos convida a aprender continuamente.

As competências humanas, em especial a nossa resiliência, nos ajudarão a nos preparar para o futuro. São elas que nos fazem entender os problemas antes mesmo que eles sejam levantados, promovem a adaptabilidade e nos permitem evoluir sempre.

Isso significa que 2020 não foi um ano perdido. Tenho certeza de que qualquer que tenha sido sua experiência com a pandemia, todos estamos mais fortes e mais preparados para os desafios futuros. Pois eles virão, tenho certeza. E vamos continuar nos superando e aprendendo. Afinal, é isso que nos torna humanos. É nisso que somos bons como espécie. Feliz Ano-Novo! 

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