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Qual é a diferença entre Selic e CDI?

O nível em que o BC tenta deixar os juros é a “meta da Selic”. O patamar em que os juros ficam de fato é a Selic efetiva.

Por Alexandre Versignassi Atualizado em 25 mar 2021, 19h02 - Publicado em 8 mar 2021, 08h00

As 157 instituições bancárias do país trocam empréstimos entre si todos os dias. Bancos, afinal, também pegam dinheiro emprestado no banco. Selic e CDI são os nomes das taxas anuais médias desses empréstimos.

Bom, bancos também fazem poupança. Ela fica guardada na forma de títulos públicos. Selic* é a taxa média que os bancos tomadores de empréstimos estão conseguindo quando deixam seus títulos públicos como garantia de que vão pagar mesmo. CDI** é a taxa sem essa garantia.

Nos momentos em que o CDI está mais alta que a Selic, bancos pegam emprestado sob a taxa menor e emprestam cobrando a taxa maior. Em pouco tempo, porém, a concorrência entre os bancos vai fazendo o CDI baixar, e ele acaba igual à Selic. Logo, ambos andam de mãos dadas. Cada banco cobra o que bem entender de juros. Mas o Banco Central é quem acaba decidindo quais serão as taxas.

Quando ele quer que os juros baixem, entra de gaiato nessa ciranda de empréstimos e passa a oferecer taxas menores que as de outros bancos (o BC emite moeda, então pode fazer isso à vontade). Quando ele quer que os juros subam, passa a tomar empréstimos por taxas maiores que as do mercado.

O nível em que o BC tenta deixar os juros é a “meta da Selic”. O patamar em que os juros ficam de fato a cada rodada de empréstimos é a Selic efetiva, que, dependendo do dia, pode acabar um pouco acima ou um pouco abaixo dessa meta.

*Sistema Especial de Liquidação e Custódia

**Certificado de Depósito Interbancário

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