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Diogo Arrais Por Língua É professor de língua portuguesa, consultor de empresas, fundador do Arrais Cursos e criador do Canal Mesma Língua no Youtube

Confira o erro que pode acabar com o seu discurso

Discursos exagerados, no improviso, com a pontuação inadequada e falta da revisão podem sacrificar a audiência conquistada.

Por Diogo Arrais, professor de português (@diogoarrais) Atualizado em 9 dez 2020, 20h06 - Publicado em 18 nov 2020, 12h00

A hipérbole (menos conhecida como auxese) é um dos mais usados recursos de linguagem; enfatiza ou exagera a significação linguística (morrer de rir, careca de saber).

É um grande caminho estratégico à produção textual: pode dar um tom crítico (criativo), como registrar que “o povo já está crucificado por bilhões de impostos incoerentes”.

No entanto, o constante uso do exagero pode custar caro a um discurso, a uma apresentação. Extremismos podem gerar reação ardente. O exagerado, por exemplo, pode ver sua intenção ser desfeita.

Vamos a uma situação prática! Um comunicador registrou:

“Todos os dias a gente está careca de saber que vai ser assaltado diversas vezes.”

Somado a perigosas adjetivações, o discurso pautado pelo exagero pode não ser compreendido e gerar revolta no leitor. Para isso não acontecer, é fugir das generalizações.

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Quando questionado sobre a intenção, ele disse:

“Os impostos brasileiros são abusivos. Por exemplo: …”

Em tempos de tantos vídeos editados, líderes, políticos, formadores de opinião e quaisquer pessoas públicas precisam tomar muito cuidado com os exageros e generalizações.

Apesar disso, mesmo que haja um erro, tem muito valor um formal pedido de desculpas, sempre enfatizando a visão humana do comunicador. Ninguém é imune a um equívoco.

Discursos exagerados, no improviso, com a pontuação inadequada e a falta da revisão são escolhas que podem sacrificar a audiência conquistada.

Um abraço e inscreva-se no meu canal!

foto/Divulgação
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