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Dani Almeida Especialista em comunicação e fundadora da agência Rugido Digital.

Como transformar seguidores em fãs da sua marca

São eles que fazem de uma marca algo realmente gigantesco e capaz de deixar um legado.

Por Dani Almeida 23 nov 2021, 16h08

O que faz as pessoas passarem horas em uma fila para comprar em primeira mão um celular que custa mais que um computador? Ou passarem duas horas gritando o nome do seu time, chorarem e até brigarem fisicamente? Ou, ainda, o que faz uma pessoa tatuar na pele a frase de alguém?

Em uma palavra: paixão.

A paixão é o ingrediente base para transformar seguidores, mais que em clientes, em fãs da sua marca. Pessoas que vão defender você, sua empresa, seu produto ou serviço até o fim.

E são os fãs que fazem de uma marca (pessoa física ou jurídica) algo realmente gigantesco. Se a sua marca tem fãs, provavelmente ela vai deixar um legado no mundo. Mas quais elementos podem fazer você e a sua empresa arrebatarem os corações dos seus seguidores nas redes sociais para que eles se transformem em verdadeiros fãs?

Histórias

“Pense o que quiser. Faça o que quiser, mas não culpe ninguém por seus resultados.” Essa frase atravessou o meu peito em uma palestra.

No palco, o ex-nadador da seleção brasileira, escritor e mentor de alta performance Joel Jota contava que essas foram as últimas palavras do seu pai antes de morrer. O pai do Joel foi para ele seu maior mentor.

Joel é um gigante nas redes sociais. Depois dessa palestra, passei a acompanhar as suas redes (principalmente o Instagram, onde ele é mais forte) e observei sua escalada de pouco mais de 70 mil seguidores para (enquanto escrevo esse texto) quase 2 milhões de seguidores.

Essa história inspira tantas pessoas, que algumas delas chegaram a tatuar a frase. Não, você não leu errado, eu disse literalmente tatuar.

Essa forte conexão com a sua audiência faz com que o Joel, sócio do Grupo Primo, arraste multidões para seus stories e lives, vendendo milhares de reais de forma orgânica, ou seja, sem investimento em anúncios.

Pertencimento

Já falei em outros textos dessa coluna que nosso cérebro reptiliano está programado para que a gente se conecte a outras pessoas. Para nós, seres humanos, andar “em bando” e pertencer a um grupo é questão de sobrevivência.

Talvez o maior exemplo de como trabalhar o pertencimento em um negócio seja o futebol. O fato de as pessoas escolherem um time e torcerem por ele de forma totalmente apaixonada é resultado dessa programação cerebral.

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Uma forma de trabalhar o pertencimento nas redes sociais da sua empresa é criar programas com embaixadores da sua marca.

Aqui, o importante é escolher pessoas que têm uma forte conexão com as suas audiências. Assim, esses embaixadores vão “transferir” parte da paixão dos seus seguidores para a marca da sua empresa.

Outra maneira de acionar o gatilho do pertencimento é criando um movimento. O que me leva ao próximo elemento que ativa a paixão pela sua marca.

Movimento

“I have a dream”, “Eu tenho um sonho”. Essa frase do Martin Luther King foi eternizada por um dos discursos mais fortes, de uma das pessoas que conseguiram criar um dos maiores movimentos em todo mundo, o movimento contra a segregação racial nos Estados Unidos.

Mas o sucesso dessa frase aconteceu porque ela de fato representava o sentimento de muitos, brancos ou negros, que sonhavam com um país onde as pessoas fossem julgadas pelo seu caráter e não pela cor da sua pele (como diz o discurso).

Pessoas seguem movimentos porque acreditam em uma causa. Ao adotar pautas como a violência contra as mulheres, o Grupo Mulheres do Brasil, encabeçado pela Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza), por exemplo, conquistou uma série de fãs pra sua marca.

Eu, inclusive. Você já meu viu citá-los várias vezes por aqui como exemplo de comunicação. É fato declarado: eu deixo de comprar em outras empresas porque sou uma apaixonada pela marca.

Já a Rugido Digital, minha empresa, escolheu a causa de estimular a mentalidade empreendedora em meninas carentes a partir dos 12 anos até o fim da idade escolar. O objetivo é que elas tenham a capacidade de construir um futuro melhor.

Agora, veja que isso transcende a comunicação.

É uma causa que toca meu coração como mãe de menina e mentora de milhares de mulheres. O projeto social Pequenas Leoas nasceu da minha crença em uma sociedade mais equilibrada entre homens e mulheres. Mas como equilibrar nossa sociedade se as chances para nossas meninas ainda são infinitamente mais escassas?

Um movimento não pode ser da boca pra fora. Não pode ser apenas uma ferramenta de comunicação. Por que um movimento é algo que dá trabalho pra (realmente!) acontecer.

Ou seja, você e sua empresa precisam ser apaixonados por essa causa.
Que causas tocam você e a sua empresa, os seus funcionários? Que legado você quer atrelar a sua marca? Que paixão você tem e que pode ser transformada em um movimento e como reflexo, despertar a paixão pela sua marca?

A resposta a essas perguntas pode significar a diferença entre clientes… e fãs apaixonados.

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