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Meu escritório é na cama

Um estudo britânico mostrou que 1 em cada 4 pessoas tem trabalhado na cama ou no sofá durante a pandemia. Mas o conforto improvisado pode cobrar da saúde.

Por Guilherme Eler 5 abr 2021, 17h24

Um levantamento feito pela Royal Society for Public Health, no Reino Unido, indicou que uma em cada quatro pessoas tem trabalhado na cama ou no sofá durante a pandemia. O colchão foi a escolha de 22% dos entrevistados, enquanto o sofá virou estação de trabalho para 4% deles.

28%
trabalham em escritório/cômodo dedicado exclusivamente ao home office.

E não dá para dizer que o hábito é coisa de gente pouco produtiva. A pintora mexicana Frida Kahlo, por exemplo, criou várias de suas obras deitada. Winston Churchill, político de mão cheia, tinha o hábito de ditar mensagens para datilógrafos enquanto aproveitava seu café na cama. A lista dos fãs das molas e espuma conta também com o escritor francês Marcel Proust, que dizia não conseguir raciocinar se não estivesse na horizontal.

6%
querem voltar a trabalhar em um escritório em tempo integral.

O problema é que o conforto improvisado costuma andar de mãos dadas com a má postura. Na pesquisa britânica, quase metade (48%) dos que trabalham na cama ou sofá disseram ter desenvolvido problemas musculares. Isso sem contar a dificuldade para dormir, relatada por 47% dos participantes. Alguém disse cochilo durante o expediente?

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