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Fim do “chorrindo”? Entenda por que usar emojis no trabalho pode ser furada

Estudo descobriu que pessoas interpretam emojis de maneira diferentes – o que pode gerar ruídos de comunicação no trabalho.

Por Bruno Carbinatto Atualizado em 21 dez 2021, 10h05 - Publicado em 10 dez 2021, 07h26

Já é de praxe: um joinha para falar que leu aquela mensagem, um sorriso para fazer o pedido parecer mais gentil ou um “chorrindo” que economiza os “hahaha”. Na era dos emojis, a humanidade voltou à era dos hieróglifos: desenhos passaram a dominar uma parte considerável da comunicação.

Mas o uso de emojis pode não ser tão adequado no contexto profissional. Por não serem literais como palavras, abrem brechas para interpretações que podem gerar problemas. E isso é especialmente verdade no caso das mulheres, segundo um novo estudo.

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Pesquisadores da Wayne State University, nos EUA, pediram para 299 jovens classificarem 70 emojis populares nas categorias “positivo”, “negativo”, “neutro” ou “ambíguo”, e depois descrever em que intensidade eles se encaixavam nessas caixinhas. Os resultados mostraram que mulheres eram mais propensas a classificar emojis que os homens consideravam positivos como expressões de sentimentos negativos.

Por exemplo, o emoji de “carinha pensando” foi considerado levemente positivo na maioria das vezes por homens, enquanto as mulheres tendiam a vê-lo como algo levemente negativo. O resultado está em linha com outros estudos que já haviam mostrado que elas têm, em geral, um “viés de negatividade” quando o assunto é interpretar emoções em expressões faciais.

Segundo os pesquisadores, essa subjetividade na interpretação pode criar ruídos e conflitos no ambiente de trabalho – alguém envia um emoji com o objetivo de transmitir uma mensagem positiva, mas ela pode ser interpretada como negativa por quem recebe. Na dúvida, o ideal é evitar em contextos mais formais.

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