Crescimento das fraudes digitais e financeiras no Brasil: existem maneiras efetivas de prevenção?

Com a inteligência artificial, o perigo das fraudes e golpes digitais deve aumentar. Como empresas e profissionais podem se manter seguros nesse caos?

Por Thiago Bertacchini, em colaboração especial com a Você S/A*
1 abr 2025, 08h00
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 (Laís Zanocco/VOCÊ S/A)
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Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado um aumento alarmante nas fraudes digitais e financeiras. Só em 2024, os golpes digitais atingiram 24% da população com mais de 16 anos. Esse cenário não apenas resulta em prejuízos financeiros significativos para indivíduos e empresas, mas também abala a confiança dos consumidores nos sistemas financeiros e digitais. Diante desse desafio, é crucial que empresas adotem medidas proativas e que haja uma cooperação eficaz entre instituições públicas e privadas para combater esses crimes.
Panorama atual no país

Ainda no último ano, os crimes digitais no Brasil registraram um aumento de 45%, totalizando 5 milhões de golpes online, conforme dados da Associação de Defesa de Dados Pessoais e do Consumidor (ADDP). Esse crescimento exponencial das fraudes digitais reflete a sofisticação crescente das táticas utilizadas por golpistas, que se aproveitam das vulnerabilidades tecnológicas e comportamentais dos usuários.

Paralelamente, o estudo “State of Consumer Attitudes on Digital Identity” de 2023 da Mastercard aponta que 74% dos consumidores latino-americanos confiam mais em compras online quando há uso de biometria ou tokens de autenticação.

As fraudes digitais não afetam apenas os consumidores finais; as empresas também sofrem consequências diretas. Além dos prejuízos financeiros, as organizações enfrentam danos reputacionais. A perda de confiança pode resultar em redução de clientes, queda nas vendas e desafios na retenção de talentos.

 

Avanço da automação e uso da inteligência artificial por criminosos

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A escala significativa do uso de IA em golpes digitais também reflete a adaptação rápida dos fraudadores às novas tecnologias, permitindo-lhes ampliar o alcance e a sofisticação de seus ataques.

A prática de roubo de contas, conhecida como “account takeover“, tem se tornado predominante no cenário brasileiro, beneficiado pelo uso de IA. Em 2023, essa modalidade representou 72% das fraudes digitais no país. Golpistas utilizam dados vazados e técnicas de engenharia social para obter credenciais de acesso, permitindo-lhes assumir o controle de contas e realizar transações não legítimas em nome das vítimas.

A crescente utilização destas ferramentas por criminosos não apenas aumenta a eficiência e o alcance de suas atividades fraudulentas, mas também dificulta a detecção e a prevenção por parte das vítimas e das autoridades. A capacidade de gerar conteúdos falsos altamente convincentes e de automatizar processos de ataque em larga escala representa um desafio significativo para a segurança digital no Brasil.
Adoção de medidas proativas pelas empresas é urgente

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Para mitigar os riscos associados a isso, as empresas precisam investir em soluções tecnológicas avançadas que detectem atividades suspeitas, como o uso de proxies e VPNs por criminosos, permitindo uma identificação mais precisa de tentativas de fraudes e reduzindo falsos positivos.

Além disso, é essencial promover programas de conscientização para educar tanto funcionários quanto clientes sobre práticas seguras online, prevenindo ataques como phishing e engenharia social. Outra ação relevante é a implementação de autenticação multifatorial (MFA), que adiciona camadas extras de segurança ao acesso de sistemas sensíveis, dificultando a ação de cibercriminosos mesmo que credenciais sejam comprometidas.

Ainda, o combate eficaz às fraudes digitais requer uma colaboração estreita entre instituições públicas e privadas. Uma das principais frentes dessa cooperação é o compartilhamento de informações sobre ameaças emergentes e técnicas de golpes, permitindo uma resposta mais rápida e coordenada entre os envolvidos.

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A criação de políticas e regulamentações que fortaleçam a segurança digital é essencial para estabelecer diretrizes claras de proteção de dados e prevenção de crimes. Outra iniciativa fundamental são as campanhas educativas promovidas tanto pelo setor privado quanto pelo governo, que visam aumentar a conscientização da população sobre os riscos e boas práticas de segurança online.

O aumento das fraudes digitais e financeiras no país é um desafio complexo que exige uma abordagem multifacetada. Empresas devem adotar medidas proativas de segurança, investir em tecnologia avançada e promover a educação contínua de funcionários e clientes. Somente através de esforços coordenados e investimentos em prevenção será possível proteger os negócios e restaurar a confiança dos consumidores no ambiente digital.

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*Thiago Bertacchini, Head de Vendas da Nethone

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