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Enjoei… de ser formal

Em seu primeiro relatório financeiro desde a abertura de capital, a Enjoei resolveu inovar na linguagem. Mas os resultados não convenceram.

Por Guilherme Eler Atualizado em 19 ago 2021, 17h03 - Publicado em 5 abr 2021, 17h23

Contrariando o costume do mercado de divulgar relatórios financeiros sisudos, a Enjoei, empresa de compra e venda de roupas online, adotou a linguagem descolada da marca num documento oficial.

O balanço do quarto trimestre de 2020, o primeiro desde a abertura de capital, em novembro, veio acompanhado de versos poéticos sobre o desafio de ser uma empresa com ações na bolsa.

“Quase cinco meses de companhia aberta, estamos aprendendo, humanos que somos. Compreendendo as competências que temos e nos trouxeram até aqui e indo buscar o que nos falta. Sobe ação, desce ação”, diz um trecho de “Uma valsa ao movimento”, que encerra o relatório.

R$ 31 milhões foi o prejuízo do Enjoei em 2020

Pouco dado às artes, o mercado mirou nos números. Alavancada pela pandemia, a Enjoei aumentou em 95% seu volume de vendas total, além de registrar 105% mais compradores e 74% mais vendedores do que no ano anterior.

As contas, porém, fecharam de novo no vermelho. O prejuízo líquido de 2020 foi de R$ 31,13 milhões – um déficit 50% maior que o de 2019, de R$ 20,76 milhões. No dia seguinte à divulgação do release, as ações caíram 3,49% – certamente não foi por culpa da falta de rimas ricas nos versos do relatório.

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