Duralex, dos “pratos inquebráveis”, não resistiu ao coronavírus e quebrou

Vidraria francesa entrou com pedido de recuperação judicial em setembro. No Brasil, marca pertence à Nadir Figueiredo e não será afetada.

Famosa por seus pratos marrons “inquebráveis”, a vidraria francesa Duralex não resistiu ao coronavírus e quebrou. No final de setembro, a empresa, que conta com 248 funcionários, entrou com um pedido de recuperação judicial na França.

Segundo o CEO da empresa Antoine Ioannidès, em entrevista ao jornal Le Monde, a Duralex perdeu 60% do seu faturamento com a queda das exportações devido à pandemia. Com sede na cidade de Orléans, no sul da França, 80% da produção da empresa ia para fora do país.

A fabricante de louças de vidro, que tem 75 anos de história, sofre com problemas financeiros há alguns anos. Em 2006, longe do auge nos anos 70 e 80 e com uma dívida de 8 milhões de euros, a empresa teve um dos fornos da antiga fábrica fechado por falta de pagamento de contas de luz.

Um ano depois, em 2007, o acúmulo de dívidas com credores quase a levou a uma liquidação judicial forçada. Porém, na época, a Duralex apresentou algumas garantias financeiras e conseguiu escapar do processo.

A situação piorou em 2017, quando um acidente com um forno reduziu a produção por mais de um ano. Daí veio a pandemia e a fabricante, que já estava combalida, teve de entrar ela mesma com o pedido de recuperação judicial.

Agora, a Duralex terá seis meses para apresentar um plano e salvar os negócios ou decretar falência definitiva. No Brasil, a marca pertence à companhia Nadir Figueiredo e não deve ser afetada pelos dilemas da irmã francesa.

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