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Profissionais exponenciais

Salim Ismail, criador da Singularity University, fala sobre como a tecnologia vai transformar os negócios, o trabalho, os líderes e a educação

Por Por Redação Você S/A 23 dez 2016, 08h00 | Atualizado em 17 dez 2019, 15h18

Dentro de poucos anos o avanço de tecnologias como inteligência artificial, robótica e nanotecnologia poderá resolver questões globais como pobreza e fome a um baixíssimo custo. É o que defende Salim Ismail, um dos criadores da Singularity University, fundada em 2009 no Vale do Silício, numa base da Nasa, com a missão de formar líderes para resolver os grandes problemas mundiais. 

No fim de novembro, Salim esteve no Brasil para participar do Exponential Summit, evento que reuniu 50 presidentes e diretores de empresas brasileiras, e falou a VOCÊ S/A sobre como essas tecnologias vão transformar os negócios, o trabalho, os líderes e a educação.

Como as novas tecnologias podem solucionar os problemas mundiais? 

Essas tecnologias crescem em ritmo exponencial e ficam mais baratas. No ano 2000, sequenciar o genoma humano custou 3 bilhões de dólares. No ano que vem, custará 100 dólares. Hoje, qualquer smartphone tem capacidade de processamento superior à do governo americano nos anos 80. Imagine o impacto de colocarmos isso a serviço dos grandes problemas mundiais.

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De que maneira o trabalho será afetado por essas transformações? 

Na indústria convencional, criar e montar um novo carro requer 3 bilhões de dólares e 1 000 horas de trabalho. Mas já há iniciativas que reduzem isso a 3 milhões de dólares e uma hora. Os segredos são milhares de profissionais trabalhando em rede de forma colaborativa.

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A educação terá de se adaptar? 

Como as tecnologias e os negócios mudarão muito rápido, teremos de investir em conteúdos de autoaprendizado, uma espécie de atualização de currículo em tempo real. Para os profissionais, as competências-chave serão criatividade e habilidade de aprender. Para a liderança, serão a escuta de opiniões, a capacidade de dar propósito ao trabalho, a habilidade de reestruturar negócios rapidamente e de tomar decisões baseadas em dados.

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Esta matéria foi publicada originalmente na edição 223 da revista Você S/A e pode conter informações desatualizadas

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Você S/A | Edição 223 | Dezembro de 2016 

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