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Para inovar é preciso aprender a fracassar

Nós, latinos, somos implacáveis com o fracasso. Esse traço cultural se torna um problema num momento em que precisamos fazer a inovação florescer

Por Luiz Carlos Cabrera Atualizado em 17 dez 2019, 15h28 - Publicado em 18 dez 2014, 18h25

Em outubro, participei do Congresso Mundial de Recursos Humanos, em Santiago, no Chile, onde fui moderador de um painel apresentado por Alessandro Carlucci, ex-presidente da Natura.

O jornalista Andrés Oppenheimer, argentino radicado nos Estados Unidos, conduziu a palestra de abertura do evento, na qual falou sobre Criar ou Morrer, seu recém-lançado livro em língua espanhola (Editora Debate).

Andrés investigou a vida de inovadores de sucesso, como Gastón Acurio, chef peruano que revolucionou a culinária de seu país, e o mexicano Jordi Muñoz, que imigrou para os Estados Unidos aos 19 anos, sem visto de trabalho, apenas com os contatos da comunidade de makers de que dispunha, e hoje, aos 23 anos, é presidente da fabricante de drones 3D Robotics e mora na Califórnia. 

O que mais me impressionou foi a avaliação de Andrés sobre a razão de termos poucos inovadores na América Latina. Para o jornalista argentino, nos falta um Messi nas ciências ou um Neymar na tecnologia.

Por que temos muito menos engenheiros do que advogados e administradores? Andrés dá sua receita para mudar esse quadro: 1) criar uma cultura de inovação; 2) desenvolver uma educação voltada para isso; 3) revogar as leis que inibem a inovação (exemplo: a burocracia para criar empresas); 4) estimular os investimentos em inovação; e 5) participar da globalização da inovação.

Mais do que esses cinco pontos, o que mais me impressionou foi a avaliação que Andrés faz de nossa baixa tolerância ao fracassso. Nós, latinos, somos cruéis com o fracasso! Esse traço se torna um problema que tolhe as iniciativas mais arriscadas. Nos ambientes onde a inovação floresce, o fracasso faz parte da rotina.

Um exemplo é do americano Brian Acton, fundador do WhatsApp, que procurou emprego e não foi aceito no Twitter e no Facebook antes de desenvolver o aplicativo que foi vendido por 19,5 bilhões de dólares. Alguém de mente muito fechada na área de recrutamento do Facebook deve estar se remoendo até hoje.

Peter Drucker, em sua visão de futuro, tinha razão. O que fará a diferença no mundo moderno definitivamente será o trabalhador do conhecimento. Não teremos esse recurso se continuarmos a educar, a gerenciar e a desenvolver esses talentos como os tradicionais trabalhadores organizacionais. Também concordo com o Andrés: ou inovamos ou morremos.

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