Empreendedor serial está sempre em busca de oportunidades

Fundador da Cazamba, empresa de publicidade digital, Stefan Schimenes mostra por que a atenção a novas oportunidades é essencial para empreender

Aos 28 anos, Stefan Schimenes já passou por oito empresas — três fundadas por ele mesmo. O jovem é o que chamam de empreendedor serial: uma pessoa que cria um negócio, depois outro, depois mais outro… e, por mais sucesso que obtenha em cada um, não consegue parar de ter ideias diferentes e de empreender.

Louco por novas oportunidades, Stefan mantém os olhos abertos para a inovação desde a infância. Filho de empreendedor, ele sempre soube que queria ser dono do próprio negócio. “Quando era criança e me perguntavam se eu queria ser piloto de avião, respondia que preferia ser dono da companhia aérea”, afirma. Aos 13 anos, Stefan começou a colecionar ideias de negócios em uma pasta que mantém até hoje, cheia de planos e recortes de jornais.

Neste momento, Stefan está à frente da Cazamba, empresa de publicidade online especializada em criar anúncios interativos para internet e celular. Criada em maio de 2013, a agência atende marcas como Chevrolet, Samsung, Vivo e McDonald’s. O que Stefan mirou ao criar a nova empresa não foi seu crescimento nem os lucros, mas o desafio de começar um negócio do zero, de novo.

Seu investimento inicial foi de 30 000 reais e o primeiro escritório era na sala de seu apartamento. “Minha mulher expulsava meu sócio e eu na hora do jantar”, afirma Stefan, que prevê um faturamento de 3 milhões de reais em 2014.

Para fundar a Cazamba, o em­preendedor teve de deixar um cargo que muitos profissionais cobiçam: o de diretor para a América Latina do Airbnb, site de aluguel de imóveis e quartos para viajantes, um dos negócios mais inovadores do mundo. Foi ele um dos responsáveis por abrir a operação brasileira em novembro de 2011. O convite do Airbnb­ veio por intermédio de Oliver Jung, investidor de startups e um dos mentores de Stefan na carreira empreendedora.

Foi também Oliver que, três anos atrás, indicou Stefan para trabalhar no ClickOn, antigo site de vendas coletivas hoje especializado em ofertas de viagens. No caso do Airbnb, Oliver disse apenas que Stefan deveria conhecer uma pessoa que estava em São Francisco, nos Estados Unidos. Quando percebeu, Stefan estava sendo entrevistado na sede do site.

“Estavam me perguntando o que eu faria nos meus primeiros 90 dias no Airbnb”, diz Stefan. “E eu nem sabia direito o que era aquilo, tive de ir descobrindo no decorrer das entrevistas.” O pior foi quando o criador da empresa entrou na sala. “Eu perguntei o que ele fazia lá, imagine minha cara ao descobrir que eu estava na frente do fundador.” Mesmo assim, ele foi o escolhido para chefiar a implantação do Airbnb no Brasil.

No começo, a operação parecia amadora: não havia móveis de escritório na sala alugada por Stefan e muitos profissionais que participavam de entrevistas de emprego achavam que aquilo deveria ser um golpe. “A cada ano, nasce apenas uma empresa nos Estados Unidos que irá valer 1 bilhão de dólares e eu posso dizer que fiz parte de uma delas”, afirma. 

Embora tenha trabalhado (e fundado) em empresas com altos rendimentos, Stefan tem imenso carinho por duas de suas startups que nunca deram muito lucro. A primeira foi criada quando Stefan cursava a faculdade de administração: uma revista de negócios online chamada Mundo Inova.

“Não deu muito certo, mas foi a oportunidade de eu entrar em contato com presidentes e empreendedores de empresas que eu admirava”, afirma. A segunda foi fundada depois que Stefan voltou de uma viagem humanitária à África com alguns objetos decorativos comprados de artesãos locais. “Quando passei em frente a lojas de decoração em São Paulo, achei que tinha um bom negócio na mala”, diz.

Ele bateu de porta em porta com os objetos a tiracolo e vendeu todos por bons preços. Foi aí que percebeu que existia uma oportunidade, comprou outra passagem para a África e, lá, criou uma fabriqueta para produzir artesanato por encomenda. “Eles têm muita von­tade­ de trabalhar, só precisam de oportunidade.” Hoje, as vendas são incipientes, mas Stefan mantém o negócio. Não pelo lucro, mas pela causa: “Mantenho sempre o foco em algo que faça sentido internamente para mim, nunca no dinheiro”. 

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