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Economia com apps de caronas e compartilhamento de carros pode chegar a R$ 700 por mês

Trocar o veículo pelos serviços de aluguel e compartilhamento de transportes pode ser uma alternativa para quem quer economizar. Saiba como avaliar se esse tipo de esquema funciona para você

Por Por Anna Carolina Rodrigues e Vanessa Vieira Atualizado em 17 dez 2019, 15h19 - Publicado em 24 ago 2016, 14h51

Na esteira da regulamentação dos aplicativos de transporte individual de passageiros, como Uber, Easy e 99 Taxis, a Prefeitura de São Paulo também autorizou por meio de decreto, em maio, os serviços de compartilhamento de veículos e de carona solidária. Com a regulamentação na capital paulista, a tendência é que outras cidades brasileiras sigam pelo mesmo caminho. 

O compartilhamento de veículos é uma tendência mundial. Já são 5,8 milhões de usuários ao redor do planeta, um mercado que movimenta 650 milhões de euros ao ano. Por enquanto, com 2,1 milhões de clientes e 31 000 veículos, a Europa é a principal consumidora per capita dos serviços de transporte compartilhado. Mas os países emergentes já representam um mercado crescente para esse tipo de atividade. Em apenas três anos, o número de empresas do ramo mais do que dobrou países como Brasil, China, Índia, Malásia, México, África do Sul e Turquia. Já são 22 operadoras espalhadas por 41 cidades. 

A expectativa é que, até 2021, 35 milhões de pessoas em todo o mundo recorrerão a alguma modalidade de transporte compartilhado, indica um estudo do The Boston Consulting Group. “Cada vez mais, as pessoas, em vez de serem proprietárias de veículos, vão usar o veículo de terceiros como serviço e não como um bem. Isso é uma tendência recorrente no mundo, que acreditamos que vai prosperar”, afirmou Fernando Haddad, prefeito de São Paulo, em nota sobre o decreto que autorizou esses aplicativos na capital paulista. 

Economia

De modo geral, os motoristas que mais têm a ganhar com o transporte compartilhado são os donos de carros urbanos que dirigem menos de 7 500 quilômetros por ano, motoristas de veículos compactos que rodam menos de 16 000 quilômetros, e proprietários de automóveis grandes que precisam percorrer menos de 24 500 quilômetros anuais. Nesses casos, o uso mais esporádico do veículo não justifica os altos gastos mensais com manutenção do automóvel (veja quadro) e a adoção de uma ferramenta de compartilhamento mostra-se mais vantajosa.

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Para o fotógrafo mineiro Tomás Arthuzzi, de 28 anos, morador de São Paulo, a troca do carro particular pelo compartilhamento representou uma grande economia ao fim do mês. Com seguro e IPVA, ele gastava quase 5 000 reais por ano, uma média de 400 reais por mês. Além disso, o carro consumia entre 2 e 2,5 tanques de gasolina por mês, a 180 reais cada um. “Juntando isso com manutenção preventiva, óleo, oficina e outras despesas, eu gastava 1 000 reais por mês para manter o carro”, diz. “Isso sem falar na depreciação do veículo”. 

Depois de fazer essa conta, Tomás optou por vender o carro e, hoje, recorre aos apps de compartilhamento pelo menos duas vezes por dia, para ir e voltar do estúdio onde trabalha – uma distância de 3,3 quilômetros. Tomás costuma pedir o Uber Pool, modalidade de transporte em que mais de um passageiro divide o mesmo veículo. “Funciona muito bem, porque costumo trabalhar em horários alternativos, fora da hora do rush. É importante levar isso em conta porque o Pool às vezes dá umas voltas para buscar outros passageiros, o que pode atrapalhar alguém que esteja com pressa”, afirma. Nesse esquema de transporte, o fotógrafo gasta 300 reais por mês, o que representa uma economia de 700 reais. Nas horas vagas, Tomás também recorre a um serviço de transporte compartilhado, o Blablacar, para rachar os gastos com combustível e pedágios das viagens para Belo Horizonte, onde vive sua família. 

O consultor financeiro Valter Police Junior, de São Paulo, alerta que a adoção do transporte compartilhado não funciona para todo mundo. Para saber se representaria uma economia para você, a sugestão do consultor é comparar o custo de diferentes modalidades nos trechos que você percorre habitualmente. Uma dica, para fazer isso, é usar as ferramentas de previsão de cálculo do trajeto disponibilizadas pelos aplicativos de táxi e de compartilhamento de veículos. Valter também sugere um teste para quem tem veículo próprio. “Durante um ou dois meses, deixe de usar o carro e experimente substituí-lo por outras alternativas. Esse teste trará não apenas indicações financeiras, mas também sobre como você se sentiria fazendo essa troca”, diz o consultor. 

Esta matéria foi publicada originalmente na edição 216 da revista Você S/A e pode conter informações desatualizadas

Você S/A | Edição 216 | Julho de 2016 

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