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Como encontrar ritmo no caos

O futuro das empresas em uma realidade volátil, incerta, complexa e ambígua

Por Publieditorial* Atualizado em 17 dez 2019, 15h25 - Publicado em 1 dez 2015, 08h00

Você acredita em sua capacidade, mas está sempre buscando aprender cada vez mais. Busca coerência e dimensionamento nos programas e práticas de talentos. A pressão é grande e veio para ficar. Esse cenário parece familiar?

Bem-vindo à nova realidade do trabalho— volátil, incerto, complexo e ambíguo (VICA) – em que a rapidez da transformação é inédita. As mudanças mencionadas não são privilégio das funções de líderes corporativos ou do RH: no cenário atual, elas afetam de forma crescente todas as facetas da estrutura corporativa e operacional.

Um passo fundamental é garantir que você está buscando, contratando, desenvolvendo, recompensando e retendo talentos que tenham a capacidade de estabilizar, inspirar, alinhar e engajar os demais. Uma cultura na qual os líderes corporativos consideram essas atividades cruciais – o RH pode colocar as organizações à frente da concorrência.

A última edição do Estudo da consultoria Aon – “Top Companies for Leaders®” – revelou cinco principais fundamentos que podem ajudar as companhias que estão buscando construir um pipeline sustentável de talentos: 

• Alinhar à estratégia do negócio

As práticas e processos de liderança são alinhados aos planos corporativos das empresas. Quando a companhia muda, também são alteradas as diretrizes de comando. Práticas e processos não são geridos de forma isolada, mas são integrados entre si para turbinar e impulsionar os talentos. Empresas diferenciadas incorporam em sua cultura que o pipeline de recursos humanos e uma chefia robusta são objetivos estratégicos. E como são os líderes quem transformam a cultura na prática, sua atuação faz parte do planejamento anual e é mensurada e responsabilizada por indicadores claros e objetivos.

• Conseguir a adesão do board executivo, CEO e da alta gestão

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Líderes das TopCompanies têm verdadeira paixão e comprometimento com o desenvolvimento da liderança. Prova de que o desenvolvimento de talentos não é um processo restrito ao RH, mas uma mentalidade que permeia os chefes da organização. Todos têm um papel a contribuir no desenvolvimento de recursos humanos como forma de gestão do negócio. Os chefes das TopCompanies consideram à lucratividade da empresa, o desenvolvimento e a forte liderança como as principais prioridades dos Comitês Executivos, CEOs e times sêniores. Desenvolver talentos é visto como uma missão crítica nos processos de negócio; líderes são mensurados por suas habilidades em desenvolver e inspirar outros. Liderança é entendida como uma forma de se comportar que aparece em todos os aspectos dos negócios – a cultura, a forma como as decisões são tomadas, a estratégia de crescimento e a capacidade de fazer isso é uma grande vantagem competitiva.

• Priorizar o pipeline de talentos de forma dinâmica

A velocidade sem precedente das mudanças exige a busca incessante do RH e dos líderes por programas de talento generalizados, simples e dimensionáveis que possam atingir todos os níveis com certo grau de coerência. Para conseguir esse feito com rapidez e eficácia, as empresas devem se preparar agora, através da construção de mecanismos para rastrear recursos humanos e da responsabilização dos chefes em garantirem debates sobre o tema, e estabelecendo e executando planos de desenvolvimento. Assim, as práticas e processos de comando, suas diretrizes e seu desenvolvimento andam lado a lado com os planos de negócio. Isso significa dizer, por exemplo, que mesmo numa situação econômica mais frágil do mercado ou anos de receita mais “apertada” – como a que estamos vivendo no cenário brasileiro – os investimentos de liderança não são afetados por desempenho financeiro. 

• Lutar continuamente por melhorias

Esta característica é a marca registrada das TopCompanies; elas nunca estão satisfeitas com seu estado atual e sempre buscam formas de inovação e flexibilidade. Como o talento é visto como uma vantagem competitiva, eles se esforçam para encontrar maneiras de proteger os seus investimentos em capital humano, com propostas de valor significativas para a sua cultura, desenvolvimento, operação e foco no cliente.

• Foco no futuro

Em todos os elementos dos sistemas de talentos, as melhores empresas procuram medir impactos. Os conhecimentos trazidos pelo uso eficaz desses dados podem orientar iniciativas estratégicas, manobrar mudanças, avaliar riscos e prever resultados geradores de sucesso. Uma vez estabelecida à infraestrutura e os ritmos, os líderes e os profissionais de RH podem sustentá-los como uma disciplina contínua.

* Por Agatha Alves, líder em Desenvolvimento de Liderança

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