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Reserva de emergência em bitcoin? Melhor não

Empresas gringas prometem rendimento polpudo a quem colocar suas criptomoedas para alugar. Mas vendem como se fosse tão seguro quanto a poupança.

Por Tássia Kastner Atualizado em 18 mar 2021, 11h53 - Publicado em 8 mar 2021, 08h00

Deixar dinheiro parado na conta é um péssimo negócio. Não à toa as contas remuneradas, que pagam algum juro sobre o que estiver depositado lá, viraram o padrão de mercado aqui no Brasil. Nos EUA, a turma decidiu mudar de patamar: promete fazer até bitcoins “parados” renderem uma grana extra, independentemente do sobe e desce da criptomoeda.

Carteiras digitais e corretoras de criptoativos gringas, como a Celsius, a Fulcrum e a Crypto.com, oferecem uma taxa de juros para quem colocar as moedas para alugar – e prometem rendimento de até 17% ao ano.

Essas empresas ganham dinheiro emprestando as suas moedas a fundos de investimento. Os fundos alugam as moeda virtuais, fazem operações de compra e venda no mercado e, ao obter algum lucro (ou não) com essas transações, devolvem os bitcoins, pagando um cascalho pelo aluguel – trata-se de uma prática comum no mercado de ações, e que começa a chegar no das criptomoedas.

Bem, só que uma corretora de criptos não é um banco – não é regulada por órgãos como o Banco Central nem tem mecanismos de proteção em caso de falência. Se a corretora quebrar, você se torna um credor no final da fila para receber, quem sabe, seus bitcoins de volta. Toparia mais esse risco?

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