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Como a Wise tornou viável mandar dinheiro para o exterior – até para as férias

Pedro Barreiro, líder de Banking e Expansão para o Brasil na Wise, explica quem são os clientes e os próximo passos da fintech no Brasil.

Por Tássia Kastner Atualizado em 20 ago 2021, 10h05 - Publicado em 9 ago 2021, 09h49

Mandar dinheiro para fora do país já custou muito caro. Tipo uns R$ 200 de tarifa fixa mais a diferença de taxa de câmbio que fica com o banco (o spread). Daí que esse tipo de operação ficava restrita a quem precisava bancar filhos estudando no exterior ou outra exceção.

Isso mudou. Bancos digitais daqui (como C6 e BS2) abrem até uma conta no exterior, para que você possa viajar sem ter de pagar o proibitivo IOF de 6,38% do cartão de crédito (e dos cartões pré-pagos) nem levar pilhas de dinheiro vivo para as férias.

A fila foi puxada pela Wise, uma fintech de remessa de dinheiro para o exterior que usa como referência o dólar comercial (aquele que aparece quando você converte no Google), em vez o dólar turismo. Sem a comissão do banco ou da casa de câmbio. Sobre esse valor, a fintech aplica os impostos (dá uns 2,5% – é menos que o spread dos bancos). Aqui, Pedro Barreiro, líder de Banking e Expansão para o Brasil na Wise da empresa fala sobre os serviços e usuários da fintech.

O que a Wise faz?

No Brasil, ela oferece o serviço de envio e recebimento de dinheiro para o exterior. A gente fala que é a alternativa mais barata [do mercado]. O grande diferencial é que a gente oferece o serviço com clareza e transparência, o cliente sabe a taxa e quanto vai chegar no exterior. Em janeiro, a gente recebeu a licença e em março começou a atuar como corretora de câmbio [até então, a fintech atuava como correspondente bancário e usava um banco autorizado pelo Banco Central].

Quando a Wise começou, lá por 2016, era difícil mandar dinheiro para fora do país. Hoje, bancos digitais daqui já oferecem contas em moeda estrangeira para quem viaja.

Nós  temos planos de trazer novos produtos, como a conta multimoeda que existe em outros países. É uma conta de pagamento com um cartão de débito. Nela, é possível ter real e outras moedas [ao mesmo tempo]. O cliente vai poder acessar através da mesma plataforma todas as contas.

Quem são os clientes da Wise hoje? E eles sumiram com as restrições de viagem na pandemia?

No ano passado, a gente percebeu um pico de envio de dinheiro de fora para o Brasil, com a perda de valor do real frente ao dólar. Passou um ano e o dólar estabilizou. Quando bateu R$ 4,90, houve aumento de volume diário de dinheiro para fora. O brasileiro tem muito dessa visibilidade e aproveita os melhores momentos. Em junho, a gente foi a maior corretora de câmbio em volume enviado ao exterior. De maneira geral, houve uma queda de envio de remessas, com as pessoas deixando de gastar no exterior, mas a gente percebeu que algumas pessoas têm vida no exterior e tem uma recorrência. São pessoas aposentadas que moram em Portugal, mas tem aposentadoria no Brasil, ou quem tem filhos no exterior.

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