Economia circular e reúso de bens: por que o empreendedor precisa adotar já esses conceitos?

Esses conceitos, que repensam o ciclo de vida dos bens, podem ajudar empresar a economizar recursos, melhorar sua imagem e contribuir para um planeta mais saudável.

Por Thiago da Mata, em colaboração especial com a Você S/A*
29 dez 2024, 12h00
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 (Radoslav Zilinsky/Getty Images)
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Vivemos em um mundo onde os desafios ambientais e sociais nunca foram temas tão urgentes. As mudanças climáticas, o avanço da escassez de recursos naturais e o acúmulo de resíduos têm um impacto profundo nas nossas vidas, nas empresas e no futuro das próximas gerações.  

Existem diversas discussões em torno de soluções cotidianas para lidar com esses desafios. Uma dessas soluções, que tem sido cada vez mais presente nas conversas, é a economia circular. 

A economia circular propõe um modelo econômico em que os recursos são reutilizados, reciclados e prolongados em seu ciclo de vida. Diferentemente do modelo linear tradicional, onde os produtos são fabricados, consumidos e descartados, a economia circular promove a ideia de “fechar o ciclo”. Ao adotar práticas circulares, as empresas podem reduzir desperdícios, minimizar o uso de recursos naturais e criar novas oportunidades de negócio. 

Economia circular pode gerar um ganho de US$108 bilhões para a economia global até 2050

De acordo com relatório da ONU e da International Solid Waste, a economia circular pode gerar um ganho de US$108 bilhões para a economia global até 2050. Esse modelo não só representa uma mudança fundamental na forma como consumimos, mas também abre um leque de possibilidades para inovar em produtos e processos. 

Ao repensar o ciclo de vida dos bens, as empresas podem economizar recursos, melhorar sua imagem de marca e, o mais importante, contribuir para um planeta mais saudável.

 O conceito está integrado a alguns dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, e se mostra tão fundamental neste momento que, em junho deste ano, o Governo Federal lançou o documento Estratégia Nacional de Economia Circular, que busca promover o uso eficiente dos recursos naturais e redesenho das cadeias produtivas e dos produtos, incentivando a regeneração da natureza.

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Do conceito à prática

A economia circular e o reuso de bens não são apenas tendências ou modismos; são conceitos fundamentais para o futuro dos negócios sustentáveis e alinhados às práticas ESG. Esses conceitos já estão transformando a forma como as empresas operam, geram valor e se relacionam com seus consumidores e com o planeta.

Por exemplo, um negócio que antes descartava os bens que retornavam de logística reversa – quando uma entrega retorna do cliente que a adquiriu – agora pode tornar esse desafio em receita adicional através de empresas especializadas neste serviço.

Isso se traduz não apenas em um benefício ambiental, mas também em uma oportunidade econômica. Os negócios que se alinham à economia circular não apenas reduzem sua pegada ambiental, mas também geram novas oportunidades de negócios. Mas como fazer isso de forma efetiva?

De dentro para fora

Tem crescido exponencialmente a comercialização de itens de empresas que estão trocando estoques, realizando desativações, modificando mobiliário, frota de veículos ou equipamentos, produtos de logística reversa, entre outros, sobretudo no formato de leilões online ou presenciais. 

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Dessa maneira, os negócios têm a oportunidade não apenas de liberar capital rapidamente, mas também de otimizar seus recursos de forma mais eficaz. É uma abordagem essencial para empresas que buscam agilidade, eficiência e lucratividade, além de, obviamente, fomentar a economia circular e reúso de bens, ativos e produtos com o menor impacto socioambiental possível, fazendo com que os bens e produtos encontrem um novo propósito e gerem oportunidades transformadoras. 

De fora para dentro

Por outro lado, não faltam oportunidades para empreendedores que estão em processo de expansão, reforma, remodelação, optarem por soluções mais inteligentes e sustentáveis ao adquirirem novos bens.  Da mesma forma que muitas empresas podem disponibilizar itens praticamente novos, em excelentes condições ou totalmente novos, um negócio também pode adquirir esse tipo de produto, desde cadeiras para uma nova sala até equipamentos como computadores, impressoras, e por aí em diante.

Ainda falando sobre as práticas ESG, essa é uma escolha que indica responsabilidade ambiental e social, de uma organização que se preocupa com a origem dos itens que utiliza e consome. Em um cenário onde os custos operacionais e a escassez de recursos estão se tornando cada vez mais críticos, a circularidade oferece uma forma prática de melhorar a eficiência financeira.

Portanto, a economia circular e o reúso de bens não são apenas soluções pontuais para problemas ambientais, mas estratégias que podem impactar positivamente nos empreendimentos de qualquer segmento, além de transformar a forma como as empresas operam, inovam e se posicionam no mercado. A adoção dessas práticas não é mais uma questão sobre se a sua empresa deve adotar esses conceitos, mas de quando ela irá fazê-lo. O futuro é circular, e os negócios que souberem se adaptar serão líderes desse novo paradigma. 

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Thiago da Mata é CEO da Kwara, plataforma que realiza a venda de bens, produtos e ativos 

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