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Maioria vai pagar dívidas com saque emergencial do FGTS, indica Serasa

Pesquisa da Serasa indica que o saque emergencial do FGTS vai ajudar a diminuir o endividamento familiar

Por da Redação 14 ago 2020, 15h16 | Atualizado em 17 dez 2024, 09h23
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Atendimento na Lotérica da Avenida Gomes Freie, no centro, para saque em contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para nascidos em janeiro não correntistas da Caixa Econômica Federal. (/)
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Pesquisa feita pela Serasa com 1.290 pessoas de todo Brasil, indica que o saque emergencial do FGTS será usado pela maioria para dar o aquele esperado “cala-boca no comércio”.

Desde o dia 25 de julho, é possível sacar até R$ 1.045 disponível a cerca de 60 milhões de brasileiros e, segundo apurou a Serasa,  67% dos entrevistados vai sacar o dinheiro e 52% vão usar o dinheiro para pagar dívidas. O levantamento, feito de maneira online, teve a participação de homens e mulheres entre 18 e 85 anos, com metodologia online.

Mais de 64 milhões de brasileiros estão inadimplentes, segundo dados da Serasa, e o dinheiro deve fazer a diferença para quem quer evitar o nome sujo na praça. Conforme mostrou a análise da VOCÊ S/A, o saque do FGTS só vale a pena para amortizar dívidas. E isso vale para qualquer dívida. Mas, em termos de ganhos financeiros, trocar o FGTS por outras aplicações é perda de dinheiro já que o rendimento do Fundo é pelo menos 50% maior que o de outras aplicações seguras.

 “O saque emergencial de até R$ 1.045,00 vai desempenhar um papel muito importante na organização do orçamento das famílias brasileiras, que já encontram dificuldade com as despesas básicas do dia a dia, complicando ainda mais a vida financeira se estiverem com dívidas”, diz, em nota, Jéssica Vicente, especialista em pesquisa e comportamento do consumidor da Serasa.

Seguindo as recomendações de isolamento social, mais da metade, 55%, optou por crédito na poupança digital por meio do aplicativo Caixa Tem e 45% deram preferência  pelo saque em dinheiro ou transferência bancária.

O escalonamento do pagamento de acordo com o mês de aniversário é um ponto em que os entrevistados se dividem. A pesquisa indica que 46% prefeririam que o benefício fosse liberado ao mesmo tempo para todos. Dois terços dos entrevistados não vão receber o dinheiro de forma ágil. Confira o calendário de pagamento aqui.

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