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Este é impacto da Selic a 2% nos investimentos, segundo analistas

Tudo leva a crer que a Selic fica a 2% até o fim do ano. Confira o que dizem analistas consultados pela VOCÊ S/A

Por Camila Pati 6 ago 2020, 08h43

São Paulo – No início na noite desta quarta-feira, 5, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 2,0% a.a., corte de 0,25 p.p., medida que estava dentro do que se esperava entre os profissionais do mercado. Segundo o comitê, a conjuntura econômica brasileira prescreve por política monetária “extraordinariamente elevada”, mas o uso desta política deve ser pequeno, uma vez que depende da trajetória fiscal e da inflação.

Lucas Carvalho, analista da Toro Investimentos, diz que o Copom, com esse comunicado à imprensa,  não “fecha as portas” para um novo corte. ” Mas pelo tom, nos leva a crer que a taxa de juros Selic até o final do ano será mantida no patamar de 2,0% a.a.”, diz.

O analista explicou ainda que Copom enxerga cenário econômico para os emergentes “desafiador”, mas que os recentes dados da economia brasileira sugerem uma recuperação. “Eles reafirmaram que a continuidade das reformas é um fator essencial para a sustentabilidade do crescimento da atividade econômica do Brasil”, diz.

Para entender o impacto da Selic a 2% nos investimentos pessoais , a reportagem da VOCÊ S/A consultou outros dois analistas. De acordo com eles, o movimento é de migração da renda fixa para variável:

Victor Beyruti, economista da Guide Investimentos: 

“A queda na taxa Selic proporciona efeitos de duas ordens sobre os investimentos. Primeiro, ao reduzir a Selic, o Banco Central efetivamente reduz o custo de capital das empresas, viabilizando maiores investimentos, que se transmitem, por via de uma valuation mais atrativo, em uma elevação nos preços dos ativos financeiros. Em segundo lugar, as quedas consecutivas da taxa Selic elevam o custo de oportunidade de manter investimentos em renda fixa, ocasionando um fluxo migratório de capitais em direção à renda variável na medida em que o investidor busca retornos. Invariavelmente, este fluxo migratório induz a uma maior demanda por ações, fomentando uma elevação no preço das mesmas.”

Sigrid Guimarães, sócia e CEO da Alocc Gestão Patrimonial: 

“No atual cenário de Selic a 2% do ano, é preciso, mais do que nunca, ter uma carteira diversificada para atingir eficiência e que trabalhe a seu favor pensando no longo prazo. Mas lembre-se: para diversificar, é necessário antes ter um colchão de liquidez (reserva de emergência), onde os produtos sem risco de crédito e líquidos, como os títulos públicos, ainda são recomendados. Assim, o investidor manterá a liquidez imediata para fazer frente aos seus custos de vida, caso necessário.”

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