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Por que o touro representa o mercado em alta, e o urso, em baixa?

Spoiler: o urso chegou primeiro.

Por Alexandre Versignassi Atualizado em 23 jan 2021, 14h26 - Publicado em 6 dez 2020, 08h00

Porque existe um Fla-Flu no mercado. O pessoal que torce para as ações subirem, e os que rezam para elas caírem. Não só ações, já que isso vale para qualquer ativo.

Quem torce pelas quedas é o pessoal das “vendas a descoberto”. Tipo: o dólar está caindo. Se eu acho que ele vai a R$ 4,50, posso usar ferramentas do mercado para vender US$ 10 mil ao preço atual (R$ 5, digamos) e combinar de entregar só daqui a um mês para o eventual comprador. Se passam 30 dias e o dólar está mesmo a R$ 4,50, maravilha. Compro os US$ 10 mil no mercado, entrego a grana e finalizo o negócio. Nisso, eu vendi dólares que não tinha a R$ 5, e embolsei R$ 50 mil. Na hora de entregar as verdes, gastei só R$ 45 mil. R$ 5 mil de lucro. Ueba.

Quem faz esse tipo de aposta, torcendo para um ativo cair, são os bears. Por que urso? Porque “Vender a pele do urso antes de caçá-lo” é um antigo provérbio inglês, vindo do comércio. E fazer isso é o mesmo que vender dólar ou ações, ou whatever, antes de comprar a coisa.

O touro? A origem exata do termo já se perdeu, mas o mais provável é que tenha nascido depois de bear, para fazer oposição – note que ser bull é meio que ser o normal: comprar um ativo e torcer para que ele suba. Com o tempo, o touro e o urso passaram a designar também o mercado todo. Uma época de altas generalizadas virou um momento bullish. De baixa, bearish. Roarrr.

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