Islândia testa jornada de trabalho mais curta

Carreira

Já imaginou um fim de semana com três dias? Parece um sonho, mas talvez não seja algo tão distante assim.

Bom, pelo menos para os cerca de 350 mil cidadãos islandeses.

Dois experimentos feitos no país mostraram que a redução da jornada de trabalho, mantendo o mesmo salário, não diminuiu a produtividade dos trabalhadores nem impactou na sua performance. 

Na verdade, isso aumentou o bem-estar e a qualidade de vida dos empregados.

Ccerca de 86% dos islandeses já estão trabalhando em jornadas reduzidas ou poderão optar por essa modalidade.

Das 40 horas usualmente trabalhadas na semana, os islandeses escolhidos para o projeto piloto passaram a trabalhar apenas 35 ou 36 horas.

Gradualmente, mais profissionais foram incluídos nesse esquema, e de vários setores diferentes, como escolas, repartições públicas, hospitais e prestadoras de serviços sociais.

Alguns islandeses decidiram concentrar essas 35/36 horas em apenas quatro dias da semana e transformaram o #sextou em um #quintou.

Outros só trabalharam menos horas todos os dias, mas mantiveram a jornada de segunda a sexta.

Após seis anos de estudo, os tão esperados resultados vieram. E foram positivos: o bem-estar de todos os trabalhadores aumentou, os níveis de estresse e burnout caíram.

A produtividade ficou estável, em alguns casos, até aumentou, reforçando aquela coisa que a gente intuitivamente sabe: produzimos mais quando estamos mais satisfeitos.

Mas mudanças no ambiente de trabalho foram necessárias para cumprir as atividades em tempo reduzido – como eliminar ou encurtar reuniões ou fazer menos pausas para o cafezinho com os colegas.

Porém, em alguns setores não funciona. Na saúde, por exemplo, precisaria de mais profissionais para cobrir a demanda. Isso custaria ao poder público islandês cerca de US$ 33,6 milhões extras por ano. 

vocesa.com.br

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