Leo Caparroz

Desenvolvedora do Fortnite demite mil funcionários para reduzir custos

SOCIEDADE

Na última terça-feira (24), a Epic Games, desenvolvedora do Fortnite, anunciou a demissão de mais de mil funcionários da empresa – aproximadamente 20% da sua força de trabalho.

Em uma nota, o CEO da Epic, Tim Sweeney, disse que os cortes refletem desafios atuais do segmento, como “crescimento mais lento, gastos mais fracos e economia de custos mais rigorosa”.

O Fortnite tem passado por uma queda de engajamento. O número de usuários mensais ativos e de tempo médio online caiu; enquanto isso, outros jogos da concorrência começaram a superar o Fortnite em popularidade.

O ambiente ficou um pouco mais competitivo e a disputa pela atenção e dinheiro do público ficou mais acirrada. A receita caiu, então veio a necessidade de cortar custos para defender as margens de lucro.

De acordo com a declaração de Sweeney, a Epic estava “gastando mais do que arrecadando” e eles teriam que fazer “cortes drásticos para manter as finanças da empresa”.

“Essas demissões, juntamente com mais de US$ 500 milhões em economia de custos identificada em contratos, marketing e fechamento de algumas vagas em aberto, nos coloca em uma posição mais estável”, afirma logo no início do texto.

Mesmo com a queda de popularidade, Fortnite ainda é um dos games mais jogados no mundo.

Também estima-se que a Epic Games tenha faturado US$ 6 bilhões em 2025. Por causa disso, a notícia da demissão massiva e seu atrelamento a questões financeiras da empresa foi, no mínimo, uma surpresa.

Em um parágrafo da sua declaração, Sweeney achou importante afastar as suspeitas de que as demissões tenham sido motivadas, de alguma forma, pela inteligência artificial. “Já que isso é uma coisa agora, eu devo esclarecer que as demissões não estão relacionadas à IA.”