Mudança no mundo e a nova gestão

Anderson Sant'Anna acredita que o grande desafio atual é criar um ambiente corporativo em que as pessoas possam se desenvolver e aprimorar suas competências

Os participantes do RH Meeting 2010 começaram as atividades desta quinta-feira com a palestra “O mundo está mudando e a gestão de pessoas vai ter de mudar também – Os aspectos demográficos e econômicos que impactam o RH“. Quem conduziu a apresentação foi Anderson Sant’Anna, professor da Fundação Dom Cabral.

Segundo o palestrante, uma das grandes mudanças ocorridas no sistema de gestão foi a passagem de um estilo rígido para um mais flexível. Esse tipo de transição é importante, por exemplo, para a empresa não desabar em épocas de crise, como a vivida no último ano. O motivo? “A flexibilidade torna as organizações mais leves para que consigam navegar no período de incertezas e mudanças”, explica.

Ainda sobre transformações, Sant’Anna defendeu que, ao invés de se preocuparem exclusivamente com a Geração Y e as novidades que ela traz, os gestores deveriam voltar as atenções para a variedade de grupos existentes hoje dentro de uma companhia. “Atualmente temos em um espaço Baby Boomers, Xs, Ys, etc. Por isso, cabe a nós descobrirmos formas de gerir essas gerações tão diferentes.” Para o professor da Dom Cabral, não existe geração boa ou ruim, e sim comportamentos distintos e a necessidade de ser maleável para lidar com os mesmos e conciliá-los.

Mas as mudanças não param por aí. O plano de carreira também sofreu certa mutação. Se antes o indivíduo se deixava conduzir pela empresa, hoje ele assume um papel mais ativo, de acordo com o palestrante. Isso faz com que, por exemplo, surja a necessidade da passagem do que era denominado antes como “gestão de recursos humanos” para a gestão de competênciais. “Ser competente é ter capacidade de gerir diferentes conhecimentos e habilidades com foco no resultado”, define.

Foco na liderança
Para mostrar o cenário no qual as mudanças estão inseridas, Anderson Sant’Anna compartilhou alguns dados de pesquisas. Um estudo realizado com 1322 executivos em 41 países indicou as principais preocupações estratégicas na dimensão de pessoas. No topo da lista, com 41% dos votos, está o “desenvolvimento de liderança“. Logo depois, vem “condução e suporte a processos de mudança organizacional e cultural” (40%) e “aumento da produtividade” (38%).

Surpreendentemente, um levantamento feito nos mesmos moldes desse, mas apenas com executivos de grandes empresas brasileiras, revelou que a atenção da maioria do País também está voltada para o desenvolvimento de líderes (62% dos pesquisados).

Sobre os resultados dos estudos e de tudo o que tem sido observado no ambiente corporativo, o professor da Dom Cabral comentou que o desafio atual está relacionado ao estabelecimento de um local de trabalho no qual as pessoas possam crescer. “O RH precisa pensar em como contribuir para que a organizações possa construir um ambiente em que as competências sejam desenvolvidas e aprimoradas.”

Programação
Tem mais troca de conhecimento nesta quinta-feira. Após o intervalo para o almoço, acontece às 14h15 a mesa-redonda com presidentes. O tema é “Como o presidente trabalha em parceria com o RH para construir e disseminar a estratégia da empresa”.

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