Empresas treinam minorias para o mercado

Companhias criam e apoiam políticas para grupos como jovens de baixa renda, trans e mulheres

Desde 2012, a rede varejista Carrefour mantém parceria com a Rede Cidadã, ONG que habilita pessoas de baixa renda e o público LGBT para o mercado. A cooperação permite a realização do Conexão Varejo, programa que forma 2 mil profissionais por ano para o comércio varejista – 30% deles são admitidos pela empresa e o restante pode ser absorvido pela concorrência.

Os cursos têm carga horária de 60 horas e acontecem nas lojas Carrefour, com aulas sobre autoestima, empoderamento, técnicas para melhorar a atenção e a concentração, orientação profissional e conteúdos pertinentes ao setor de supermercados.

O público-alvo é o jovem com ensino médio e idade entre 15 e 30 anos. Quem consegue concluir o processo participa de seleções para vagas no Carrefour e em companhias aliadas à Rede Cidadã.

Há dois anos, o Instituto Carrefour e a ONG passaram a oferecer o curso também para trans, fazendo um trabalho especial que ajuda esses profissionais a lidar com conflitos no ambiente de trabalho e com o preconceito. “Temos adotado uma abordagem diferenciada para a comunidade LGBT, com treinamentos e busca de oportunidades em empresas parceiras”, afirma Fernando Alves, diretor executivo da Rede Cidadã. “Após a conquista da vaga, acompanhamos a adaptação ao ambiente corporativo.”

Na sede e nas lojas do Carrefour no Brasil, há 30 trans empregados. “Estabelecemos um modelo de gestão que de fato permite contratar sem discriminar por orientação sexual, origem social ou qualquer outra condição”, diz Paulo Pianez, diretor de sustentabilidade da varejista.

A empresa apoia também o Empreendedoras Quilombolas, que treina 80 mulheres do Recôncavo Baiano em agricultura de conservação, e o Empoderando Refugiadas, que capacita esse público para o mercado de trabalho. Noventa refugiadas já passaram pelo programa desde 2016, quando foi lançado. Três delas são agora funcionárias do Carrefour.

A Atento, multinacional de contact center, é outra que mantém parceria com a Rede Cidadã. “Por meio da ONG, participamos do projeto Trabalho Novo, da Prefeitura de São Paulo, que visa incluir e empregar pessoas em situação de rua”, afirma Majô Martinez, vice-presidente de recursos humanos e responsabilidade social da Atento.

Com o programa Atentos ao Futuro, para jovens entre 18 e 29 anos com ensino médio completo, a empresa de call center ajuda a levar oportunidades a jovens em uma faixa etária superior à reservada aos aprendizes. “Promovemos a capacitação em várias disciplinas, como comunicação, matemática e planejamento financeiro”, diz a executiva. No ano passado, a iniciativa foi realizada em Salvador, com foco no público LGBT.

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