O que faz o chefe de felicidade no trabalho?

Ser feliz no trabalho significa estar satisfeito com o próprio desenvolvimento. Veja como o chefe de felicidade ajuda a aumentar o bem-estar das equipes

Ter um ambiente de trabalho que gere satisfação, senso de pertencimento e propósito nos funcionários costuma ser desejo da maioria das empresas. Mas nem todas colocam isso em sua agenda de prioridades e, não à toa, sofrem com altos índices de estresse e desengajamento. Para Renata Rivetti, especialista em felicidade corporativa, e fundadora e diretora da consultoria Reconnect | Happiness At Work, existe uma maneira de resolver essa questão: ter um CHO ou Chief Happiness Officer, profissional responsável por cuidar dos níveis de felicidade organizacional. A especialista alerta: ser feliz no trabalho não é ficar sorrindo o tempo todo, mas se sentir bem cumprindo determinado papel em uma empresa. 

Na entrevista a seguir, Renata explica o conceito e, para quem quiser se aprofundar sobre o tema, a consultoria dela oferece uma formação em CHO (saiba mais clicando aqui).

Quais são os atributos de um CHO?

O Chief Happiness Officer (CHO) é o responsável pela felicidade na empresa. Não é necessariamente um cargo, mas sim uma função que pode ser exercida e assumida por uma ou mais pessoas na empresa como: um CEO, Diretor, Gerente, Coordenador de equipes. Pode trabalhar na área de RH, mas também em Employer Branding, Marketing, entre outras. Seus atributos são: engajar a liderança; medir, através de pesquisas, o cenário da felicidade dos funcionários; além de planejar e implantar novas ações que tornem os colaboradores mais felizes.

Mas é  importante desmistificar o tema da felicidade corporativa, pois felicidade no trabalho não se trata de ter pessoas felizes e sorrindo o tempo todo, nem usar somente de compensações que aumentem a sua satisfação. Algumas compensações como oferta de frutas, ginástica laboral e day off no aniversário podem aumentar a satisfação, mas não são suficientes para garantir a felicidade. Para isso é preciso implantar ações que melhorem suas relações e permitam melhores resultados individuais.

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Qual é a importância dessa função para as empresas?

Apenas 27% dos brasileiros estão engajados no trabalho, de acordo com a consultoria Gallup e mais de 33 milhões sofrem com burnout, segundo a Deloitte. As empresas precisam enxergar que seu maior ativo são suas equipes. Funcionários felizes produzem mais, são mais criativos, tem menor turnover, menor absenteísmo, são mais leais, divulgam a empresa, têm melhores relações e assim, geram melhores resultados financeiros.

Como essa atuação está disseminada no Brasil? Existe um percentual de companhias que a adotaram?

Ainda há poucos dados específicos sobre esse tema no Brasil, mas já existe uma crescente de programas de bem-estar e compensações para as equipes nas empresas. Desde programas de mindfulness, treinamentos sobre lideranças positivas, decoração do ambiente,  até mimos e bônus para os colaboradores, entre outras ações. Mas algumas empresas no exterior têm essa atuação, como Google e McDonald’s.

Na crise do coronavírus é ainda mais importante ter alguém cuidando da felicidade corporativa?

A pandemia alterou muito a forma como a maioria das pessoas trabalharem, transportando-as para dentro de suas próprias casas – onde elas tiveram que aprender a dividir melhor o seu tempo entre a família e a profissão.  Soma-se a isso o aumento das demissões no país inteiro, o que promoveu a redução de diversas equipes, assim como o acúmulo de funções e atividades por quem ainda está empregado, resultando em profissionais ainda mais ansiosos, inseguros e menos engajados.

Por todos esses fatores o trabalho de um CHO se torna ainda mais necessário nos dias atuais. O profissional vai ajudar a mudar essa realidade nas empresas, trazendo mais felicidade aos profissionais, o que vai também resultar em maior engajamento e produtividade. Além disso, já é comprovado cientificamente que garantir a felicidade dos funcionários no local de trabalho vale a pena para as empresas. Um estudo conduzido por Andrew Oswald, Eugenio Proto e Daniel Sgroi na Universidade de Warwick, em 2018, comprovou que funcionários mais felizes tem um aumento médio de 12% em sua produtividade, o que em relação ao PIB representa um crescimento econômico geral de 3%.

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