Oferta Relâmpago: Assine por apenas 7,99

Nova regra para trabalho no comércio aos domingos e feriados vai entrar em vigor a partir de julho

A portaria revoga uma mudança do governo anterior: trabalhar ou não nesses dias vai partir de conversa com o sindicato, e não mais um acordo patrão-empregado.

Por Leo Caparroz 7 Maio 2025, 15h00
Mulher segurando uma carteira de trabalho e apertando a mão de outra pessoa.
 (RafaPress/Getty Images)
Continua após publicidade

A partir de 1º de julho, entrará em vigor a Portaria nº 3.665/2023 que regulamenta o trabalho em feriados e domingos no setor de comércio a partir de decisão firmada em convenção coletiva. 

Atualmente, fica a cargo do empregador decidir se o trabalhador será escalado ou não para trabalhar nesses dias. Com a mudança, o trabalho aos domingos e feriados vai ser regulamentado por meio de convenção coletiva com os sindicatos.

É importante ressaltar que a nova regra não proíbe o funcionamento do comércio nesses dias. A Portaria nº 3.665/2023 altera uma norma anterior, publicada na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, que determinava que o trabalho aos domingos e feriados deveria ser um acordo entre patrão e empregado.

Com a nova portaria, a decisão vai depender de um acordo firmado por meio de convenções coletivas. Ou seja, o sindicato patronal e o sindicato dos trabalhadores terão que chegar, conjuntamente, em uma decisão. A norma também prevê que os patrões serão obrigados a respeitar as legislações municipais sobre o tema – o que não era explícito na antiga versão.

A mudança foi originalmente publicada no Diário Oficial da União em novembro de 2023. Ela revoga, especificamente, elementos do Anexo IV da Portaria nº 671/2021, que instituiu autorização permanente para o trabalho aos domingos e feriados. Em dezembro de 2024, a vigência da legislação foi adiada para julho de 2025.

Continua após a publicidade

O principal motivo dela não ter entrado em vigor mais cedo foi a insatisfação dos empregadores do setor comercial, que consideraram a medida um retrocesso. Isso, somada à pressão de parlamentares ligados ao setor, atrasou a chegada da medida.

Para especialistas do direito trabalhista, a medida vai fortalecer o poder de decisão dos sindicatos – algo que o Governo Lula defende. Como pontos positivos, pode garantir mais benefícios ao trabalhador, como recompensa pelas horas trabalhadas no feriado. Por outro lado, pode ser negativa por burocratizar ainda mais a relação de trabalho complexa entre patrão e empregado.

Publicidade

Matéria exclusiva para assinantes. Faça seu login

Este usuário não possui direito de acesso neste conteúdo. Para mudar de conta, faça seu login

10 grandes marcas em uma única assinatura digital