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Horas extras são o principal motivo de ações trabalhistas no Brasil

Elas aparecem em 25% dos processos abertos no último ano, segundo levantamento da Predictus. Verbas rescisórias e adicional de insalubridade vêm logo atrás.

Por Redação 12 fev 2026, 15h00 | Atualizado em 4 jun 2026, 22h15
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 (Arte/Fotos: Getty Images e RawPixel/VOCÊ S/A)
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No último ano, os brasileiros abriram 2,47 milhões de novos processos na Justiça do Trabalho. E uma em cada quatro dessas ações reivindica o pagamento de horas extras, segundo um levantamento da Predictus, empresa de tecnologia especializada em dados judiciais.

O estudo mapeou as principais causas por trás da litigiosidade trabalhista no Brasil e mostrou que apenas três temas explicam dois terços de todas as disputas iniciadas em 2025: horas extras, verbas rescisórias (que motivam 20% dos processos) e adicional de insalubridade (outros 20%).

“A predominância de questões relacionadas a horas extras sugere que a fiscalização e o cumprimento da jornada de trabalho permanece como um ponto crítico de conflito entre empregadores e empregados”, afirma Hendrik Eichler, fundador da Predictus. “Disputas sobre o correto cálculo e pagamento de direitos [em situações de] rescisão contratual, por sua vez, ganharam mais relevância após a reforma trabalhista de 2017.”

Pedidos de indenização por dano moral, disputas envolvendo FGTS e conflitos relacionados ao intervalo intrajornada foram outros motivos mais comuns para processos trabalhistas no último ano.

O levantamento também mostrou que as 100 empresas com maior volume de ações no Brasil foram responsáveis por 13,6% de todos os processos trabalhistas em 2025, enquanto outras milhões de companhias aparecem de forma pontual nas estatísticas.

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Os especialistas da Predictus observam que o número de novos processos trabalhistas vem aumentando ano após ano desde o fim da pandemia.

Para Eichler, existe uma relação clara entre estabilidade econômica e aumento da judicialização. “Observamos que, à medida que o mercado de trabalho se fortalece e o desemprego recua, os trabalhadores se sentem mais seguros para buscar a Justiça”, afirma o executivo.

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